A indústria britânica de doces Cadbury aceitou na terça-feira uma oferta de compra de 11,9 bilhões de libras (R$ 34,5 bilhões) feita pela norte-americana Kraft Foods. A gigante de alimentos norte-americana concordou em pagar 840 pence por cada ação da Cadbury, bem como um dividendo de 10 pence, o que aumentou significativamente o valor em dinheiro. A moeda britânica é a libra esterlina. Ela é dividida em 100 pence (centavos). Na terça-feira 1 libra esterlina valia R$ 2,89522.
A operação criará a maior fabricante de doces do mundo. Em Bauru fica a fábrica brasileira da multinacional Cadbury, empregando 1,2 mil pessoas, a maior indústria da cidade. Ela fabrica confeitos e gomas de mascar.
A presidente-executiva da Kraft, Irene Rosenfeld, melhorou a oferta da companhia americana com mais dinheiro e reduziu o número de ações da proposta para convencer o presidente do conselho de administração da Cadbury, Roger Carr.
Procurada, a Cadbury divulgou por meio de sua assessoria apenas que o conselho da Cadbury recomendou que os acionistas aceitem a oferta revisada da Kraft, que representa valor 13% superior à última oferta e está 50% acima do valor das ações da companhia antes da proposta.
O prazo final para os acionistas aceitarem a oferta da Kraft permanece dia 2 de fevereiro. Se aceita a oferta, a Cadbury plc fará parte da Kraft Foods a partir dessa data.
A Kraft ainda pode teoricamente ser passada para trás por uma oferta concorrente, as autoridades do Reino Unido estabeleceram um prazo até 26 de janeiro para qualquer outra oferta.
A Kraft no Brasil foi procurada e disse que por enquanto não comentaria a transação.
Faturamento no Brasil é de R$ 1 bilhão
No Brasil, a Cadbury faturou em 2009 R$ 1 bilhão. No mundo a Cadbury atua em 60 países e em 2009 faturou 6 bilhões de libras esterlinas (R$ 17,3 bilhões).
A fábrica de Bauru da Cadbury ocupa área de 32 mil m². A maior parte da produção, concentrada nas marcas Trident, Halls, Chiclets e Bubbaloo, é destinada ao mercado nacional. Uma parte do que é produzido nacionalmente é exportada para países como África do Sul, Colômbia, Estados Unidos, entre outros.
A primeira fábrica da empresa, que na época chamava-se Adams, foi instalada em São Paulo em 1944. Ela pertencia à American Chicle Company - a mesma fundada por Thomas Adams, inventor da goma de mascar - e foi comprada em 1964 pela Warner Lambert, que transformou a Adams em sua divisão mundial de confeitos. Já em 1999, a Pfizer comprou a Warner Lambert, e passou a preparar a divisão de confeitos para a venda, fato que aconteceu em 2003, quando a Adams passou a integrar a Cadbury. Em 2005 a fábrica migrou para Bauru.
A Cadbury é uma empresa de origem inglesa, fundada em 1824 por George e Richard Cadbury, em Birmingham. A Kraft Foods é a maior empresa de alimentos dos Estados Unidos e a segunda maior do mundo. Fabrica marcas como Lacta, Maguary, Tang, Nabisco, Royal, Clight e Philadelphia Cheese.
Juntas, Kraft e Cadbury devem somar R$ 5 bilhões
A efetivação da compra da britânica Cadbury pela norte-americana Kraft deve representar para o Brasil uma só empresa com um faturamento de cerca de R$ 5 bilhões.
O valor corresponde ao faturamento da Cadbury em 2009 (R$ 1 bilhão) e mais a operação da Kraft no Brasil. Em 2008, a companhia teve um faturamento bruto de R$ 4 bilhões (os resultados de 2009 ainda não foram divulgados). No Brasil a Kraft tem quatro fábricas e cerca de 7 mil funcionários.
Em Bauru fica a fábrica brasileira da multinacional Cadbury, empregando 1,2 mil pessoas – a maior indústria da cidade. Ela fabrica confeitos e gomas de mascar de marcas conhecidas.
As duas empresas informaram à SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, e à Seae (Secretária Especial de Acompanhamento Econômico), do Ministério da Fazenda, que a compra não vai gerar concentração de mercado no Brasil.
Pessoas ligadas à fabricante de chocolates norte-americana Hershey, que vinha preparando uma contraoferta pela Cadbury, afirmaram ao Wall Street Journal que a empresa provavelmente abandonaria a corrida caso a Cadbury e a Kraft chegassem a acordo.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
Rede social ajuda a ‘botar a boca no trombone’
Uma rede social como o Orkut tem no Brasil mais de 23 milhões de usuários. De olho no potencial de interatividade dessa nova forma de comunicação, uma ONG de São Paulo criou uma rede social com foco no debate dos problemas das cidades.
Com a primeira versão criada em março, o portal Cidade Democrática conta com 785 participantes que fizeram, somente no Estado, mais de 260 propostas e apontaram 220 problemas relacionados a transportes, meio ambiente, cultura, saúde e educação.
A instituição responsável é o Instituto Seva, uma associação da sociedade civil sem fins lucrativos no bairro de Pinheiros, na Capital.
Seu diretor é Rodrigo Bandeira de Luna, 38 anos, mestre em administração pública e governo e graduado em administração de empresas.
“A participação é totalmente gratuita. No portal é possível colaborar com a inserção de textos, fotos, vídeos e qualquer outro conteúdo que possa ser encontrado por meio de um link usando a web 2.0”, explica.
'Espaço virtual é democrático'
Paulo Milreu, consultor e especialista em mídias digitais e sociais, é também criador de uma rede social para discutir Bauru (Fórum Bauru). Ele avalia que a interatividade aberta é uma das principais qualidades desse tipo de comunicação. “Uma rede social aberta é um espaço democrático, igualitário, para todos se manifestarem e abrirem ou participarem de discussões. Ajuda e muito a discutir todos os temas, pois pode ter a participação da população, de comunidades, de ONGs, de profissionais, e de formadores de opinião”.
Paulo Milreu, consultor e especialista em mídias digitais e sociais, é também criador de uma rede social para discutir Bauru (Fórum Bauru). Ele avalia que a interatividade aberta é uma das principais qualidades desse tipo de comunicação. “Uma rede social aberta é um espaço democrático, igualitário, para todos se manifestarem e abrirem ou participarem de discussões. Ajuda e muito a discutir todos os temas, pois pode ter a participação da população, de comunidades, de ONGs, de profissionais, e de formadores de opinião”.
O termo web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web, tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A ideia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo.
Além do Orkut, Paulo também cita como uma das mais importantes redes sociais atualmente o Facebook, que tem mais de 300 milhões em todo o mundo e quase 6 milhões no Brasil. Junto com o Twitter, o Facebook é a rede que mais cresce.
Jundiaí leva lista a vereadores
Até neste domingo o site Cidade Democrática ainda não tinha participações de Bauru. O município do Interior de São Paulo com mais participação é Jundiaí (distante 292 km de Bauru), com 160 pessoas, 65 propostas e 834 comentários.
Até neste domingo o site Cidade Democrática ainda não tinha participações de Bauru. O município do Interior de São Paulo com mais participação é Jundiaí (distante 292 km de Bauru), com 160 pessoas, 65 propostas e 834 comentários.
Rodrigo Bandeira conta que a cidade tem grande participação no site graças à colaboração da ONG Voto Consciente Jundiaí.
A maior parte dos tópicos está relacionada à cidadania e participação na vida política da cidade. A principal questão é em relação à falta de ciclovias.
O movimento levou à criação de uma lista com 12 propostas, chamada de Agenda Cidadã e que atualmente tem pontos sendo discutidos pelos vereadores.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
HSBC inaugura 3a. ‘agência global’ do Brasil em Bauru
O banco HSBC, maior organização de serviços financeiros e bancários do mundo, inaugurou ontem em Bauru a terceira agência do país com atenção exclusiva ao cliente, a chamada GRS (Global Retail Store). As outras estão em São Paulo e Presidente Prudente.
No mesmo prédio da quadra 5 da rua Ezequiel Ramos, funciona também o HSBC Premier Centre de Bauru, a primeira agência do banco em Bauru exclusiva para clientes de alta renda.
O diretor da rede de agências do HSBC no Brasil, Odair Dutra, afirma que nos últimos três anos foi decidido investir com força nesse nicho. “No Brasil hoje são 81 Premier Centres e até o final do ano vamos chegar a 98 agências. Só em Bauru o investimento foi de cerca de R$ 1,5 milhão”, conta.
O modelo GRS estabelece um novo design da agência, reforça o conceito que coloca o cliente no centro de tudo, dispensando os convencionais caixas, substituindo-os por atendimento pessoal em mesas redondas.
Interior terá mais investimentos
No Interior, agências HSBC Premier Centre já existem em Bauru, Campinas, Ribeirão Preto, Rio Preto, Marília, Presidente Prudente, Araçatuba e Piracicaba. Estão previstas mais unidades no Interior em Campinas, São José dos Campos, Itu e Sorocaba.
O investimento em cada uma é de aproximadamente R$ 1 milhão. A previsão de inauguração é até o 1º semestre de 2010. No Interior já foram investidos R$ 7,8 milhões. A agência de Bauru possui 507 clientes Premier. Odair Dutra explica que o cliente do HSBC Premier Centre tem o mesmo atendimento em 79 países. “Em Hong Kong um cliente de Bauru tem o mesmo atendimento na agência e por telefone.”
O modelo também oferece apoio aos clientes em dificuldades no exterior. Por exemplo, se ele perde seus documentos e cartão de crédito, o HSBC fornece um novo e empresta mil dólares ao cliente.
Economista vê cenário positivo
André Loes, economista-chefe do HSBC em São Paulo, calcula crescimento de 5,3% do PIB em 2010, após alta de 0,4% em 2009. Motivos: aceleração no consumo e elevação muito forte nos investimentos.
Para Odair Dutra, uma crise econômica só avisa quando chega, mas não quando vai embora. “Os índices econômicos brasileiros estão mostrando tendência de retomada sólida. Por isso o HSBC escolheu o Brasil como uma das prioridades para investimento.” Odair também afirma que o HSBC pretende investir mais em crédito imobiliário. “No Brasil, o déficit habitacional de cerca de 9 milhões de residências”, diz.
Ativos no mundo chegam a US$ 2,5 bi
A HSBC Holdings plc é sediado em Londres, Inglaterra. Foi fundado em 3 de março de 1865. Seus ativos no mundo chegam a cerca de US$ 2,527 bilhões. Seu Lucro (antes dos impostos) atingiu US$ 9,3 bilhões no segundo semestre de 2008. São mais de 100 milhões de clientes.
No mesmo prédio da quadra 5 da rua Ezequiel Ramos, funciona também o HSBC Premier Centre de Bauru, a primeira agência do banco em Bauru exclusiva para clientes de alta renda.
O diretor da rede de agências do HSBC no Brasil, Odair Dutra, afirma que nos últimos três anos foi decidido investir com força nesse nicho. “No Brasil hoje são 81 Premier Centres e até o final do ano vamos chegar a 98 agências. Só em Bauru o investimento foi de cerca de R$ 1,5 milhão”, conta.
O modelo GRS estabelece um novo design da agência, reforça o conceito que coloca o cliente no centro de tudo, dispensando os convencionais caixas, substituindo-os por atendimento pessoal em mesas redondas.
Interior terá mais investimentos
No Interior, agências HSBC Premier Centre já existem em Bauru, Campinas, Ribeirão Preto, Rio Preto, Marília, Presidente Prudente, Araçatuba e Piracicaba. Estão previstas mais unidades no Interior em Campinas, São José dos Campos, Itu e Sorocaba.
O investimento em cada uma é de aproximadamente R$ 1 milhão. A previsão de inauguração é até o 1º semestre de 2010. No Interior já foram investidos R$ 7,8 milhões. A agência de Bauru possui 507 clientes Premier. Odair Dutra explica que o cliente do HSBC Premier Centre tem o mesmo atendimento em 79 países. “Em Hong Kong um cliente de Bauru tem o mesmo atendimento na agência e por telefone.”
O modelo também oferece apoio aos clientes em dificuldades no exterior. Por exemplo, se ele perde seus documentos e cartão de crédito, o HSBC fornece um novo e empresta mil dólares ao cliente.
Economista vê cenário positivo
André Loes, economista-chefe do HSBC em São Paulo, calcula crescimento de 5,3% do PIB em 2010, após alta de 0,4% em 2009. Motivos: aceleração no consumo e elevação muito forte nos investimentos.
Para Odair Dutra, uma crise econômica só avisa quando chega, mas não quando vai embora. “Os índices econômicos brasileiros estão mostrando tendência de retomada sólida. Por isso o HSBC escolheu o Brasil como uma das prioridades para investimento.” Odair também afirma que o HSBC pretende investir mais em crédito imobiliário. “No Brasil, o déficit habitacional de cerca de 9 milhões de residências”, diz.
Ativos no mundo chegam a US$ 2,5 bi
A HSBC Holdings plc é sediado em Londres, Inglaterra. Foi fundado em 3 de março de 1865. Seus ativos no mundo chegam a cerca de US$ 2,527 bilhões. Seu Lucro (antes dos impostos) atingiu US$ 9,3 bilhões no segundo semestre de 2008. São mais de 100 milhões de clientes.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Unesp terá projeto inovador de reflorestamento e esgoto
Um projeto inovador e barato que está sendo feito no Rodoanel de São Paulo, a transposição de galharia da mata atlântica, também será testado em Bauru com o cerrado. O professor Osmar Cavassan explica, que nesse sistema toda área que foi desmatada para as obras, no caso para a construção das estradas do Rodoanel, teve toda sua biomassa, como galhos, sementes e folhas, transportada para locais em que se deseja criar florestas. Naturalmente esse material germina e forma de novo matas.
Em Bauru, o projeto é aplicar isso no campus da Unesp envolvendo também o tratamento de esgoto. O professor conta que a universidade gera um volume grande de esgoto, acrescido também do criado pelo posto do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do 4º BPMI (4º Batalhão de Polícia Militar do Interior). Todos esses dejetos vão para uma fossa na parte mais baixa do campus. “Uma bomba joga todo esse esgoto para o córrego Água Comprida”, diz.
Se pretende adotar na Unesp o sistema alagados construídos, que foi o de tratamento de águas residuárias (tratamento de esgoto) adotado pelo Jardim Botânico Municipal de Bauru usando lagoas sem cheiro. O professor Osmar afirma que se planeja tratar o esgoto da universidade numa área perto do CTI (Colégio Técnico Industrial). “Só que esse local tem uma mata cerrado de 4 a 5 hectares, então primeiro a Cetesb [Companhia Ambiental do Estado de São Paulo] tem que liberar as obras, só falta isso para começar”, conta.
Toda a biomassa de cerrado que será derrubada será transplantada para uma estrada em frente ao Ipmet (Instituto de Pesquisas Meteorológicas), que no passado foi desmatada e hoje está abandonada. “Será uma experimentação. Nunca esse processo foi feito com o cerrado”, finaliza.
Floresta urbana vai garantir qualidade de vida
No dia 11 de setembro, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) anunciou a compra de área equivalente a 60 mil metros quadrados da floresta urbana localizada em frente ao câmpus da Unesp-Bauru, por R$ 1,2 milhão. Isso equivale a 10% do total da mata, formada principalmente por cerrado.
O professor Osmar Cavassan comenta que a compra desse terreno não deve ser encarada apenas como um espaço com um grupo de plantas e animais. “A questão ambiental extrapola isso. Isso vai envolver a comunidade que vive no entorno, a proteção do solo e do clima e é também um sinal que mostra que os espaços públicos que garantem qualidade de vida para todos devem ser preservados em Bauru”, diz.
Para ele, um espaço como esse pode ser usado como laboratório para geração de novos conhecimentos, espaço para educação ambiental e de ciências, fatores importantes também para criar noções estéticas. “No Brasil há uma cultura ambiental importada, nós adoramos leão e pinheiro, mesmo não existindo por aqui. Temos animais e plantas do cerrado maravilhosos, lindos, que não são conhecidos nem apreciados”, afirma.
O secretário municipal de meio ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, diz que sonha com a compra de mais áreas da floresta urbana. A área comprada é o pedaço que está anexo à reserva legal do loteamento que existe ao lado, próximo a nascente do córrego da Água Comprida. A intenção do poder público é trabalhar o espaço comprado como uma espécie de parque. “Por mais necessidade que a área tenha de ser preservada, o mínimo de acesso a ela tem que ser dado. Isso vai ser com pessoas acompanhadas de monitores e pesquisadores que terão acesso a mata. Mas entradas aleatórias, sem supervisão, não devem ser permitidas. Isso atrapalharia pesquisas científicas e pode degradar a área”, fala.
Para a presidente do Instituto Ambiental Vidágua, Maria Helena Beltrame, a preservação da floresta urbana é um ‘símbolo’. “As pessoas ainda associam meio ambiente apenas com a floresta longe da cidade. Elas precisam entender que na vida urbana há necessidade de grandes áreas verdes para existir qualidade de vida”, aponta.
Em junho, o governador José Serra (PSDB) assinou a lei de proteção ao cerrado, aprovada pela Assembléia Legislativa. A nova lei de proteção ao cerrado estabelece critérios mais severos que o próprio Código Florestal Brasileiro no que diz respeito à utilização e preservação do cerrado.
A preocupação é garantir a sobrevivência deste bioma severamente ameaçado. O Estado possui somente 0,84% de área de cerrado, o equivalente a 211 mil hectares, ante a ocupação original de 14% do território paulista - 3,4 milhões de hectares. Em Bauru, a área remanescente é de 8%. O município conta com 5.959 hectares de cobertura florestal e 254 fragmentos florestais.
Selo Verde e Azul é meta
Uma das metas da administração municipal é conseguir o selo de Município Verde Azul. Nesse projeto, o Governo do Estado de São Paulo e os municípios trabalham juntos na efetivação da agenda ambiental paulista. Com essa gestão ambiental compartilhada, o Governo passou a ter os municípios como fortes parceiros, tomando decisões conjuntas e estimulando ações municipais em prol do meio ambiente e da sociedade.
A adesão dos municípios ao Projeto se dá a partir da assinatura de um "Protocolo de Intenções" que propõe 10 Diretivas Ambientais que abordam as questões prioritárias a serem desenvolvidas - Esgoto Tratado, Lixo Mínimo, Recuperação da Mata Ciliar, Arborização Urbana, Educação Ambiental, Habitação Sustentável, Uso da Água, Poluição do Ar, Estrutura Ambiental e Conselho de Meio Ambiente. A equipe da SMA (Secretaria de Estado do Meio Ambiente) orienta os municípios no preenchimento do Plano de Ação e no cumprimento das metas.
No final do ano é divulgado o ranking ambiental dos municípios paulistas, com uma nota que varia de zero a 100. As localidades que obtêm nota superior a 80 recebem o certificado de Município Verde Azul. No ano passado, dos 332 municípios avaliados, apenas 44 receberam o selo verde da SMA.
O secretário municipal de meio ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, reconhece que o principal problema de Bauru é o tratamento de esgoto, é a principal barreira para a cidade obter o selo de Município Verde Azul. “A prefeitura através do DAE [Departamento de Água e Esgoto] já vem fazendo o trabalho de instalação dos interceptores. Eu acredito que daqui três, quatros anos teremos o tratamento de esgoto com 100%. O prefeito está correndo atrás do financiamento para isso. Uma pequena porcentagem do esgoto, 2%, já é tratado em Tibiriçá, falta apenas as licenças ambientais”, diz.
Sobre os outros pontos ele afirma que Bauru já atende ou está próxima disso. Por exemplo, as cidades deverão ter 12 m2 de área verde por habitante, segundo Valcirlei, Bauru tem 21 m2. “Essas áreas ainda não estão equilibradas na zona urbana, para toda a comunidade usufruir, mas o tamanho já obedecemos. A coleta de lixo residencial e o aterro sanitário também já atendem as exigências, apesar de sua vida útil estar chegando no limite”, comenta.
Na educação ambiental, o secretário diz que entidades como o Vidágua, Fórum Pró-Batalha e a própria Semma já fazem esse trabalho há vários anos, mas ainda precisam ser registrados ou adaptados no projeto Município Verde Azul.
População ainda resiste a cuidar de rios e córregos
Sobre o trabalho de proteção e reflorestamento das matas ciliares dos córregos e rios de Bauru, Maria Helena Beltrame, presidente do Instituto Ambiental Vidágua, conta que a resistência ainda é muito grande. “Existe uma dificuldade muito grande em Bauru para entrar nessas propriedades com nascentes ou que tem o curso de córregos e rios”, diz.
Segundo ela, os proprietários barram a entrada de ambientalistas que cuidam da mata ciliar e também não simpatizam com as regras impostas, como restrição à entrada de gado e queimadas.
A cidade de Bauru está dentro de duas bacias hidrográficas, a Tietê-Batalha e a Tietê-Jacaré. Na área urbana existem 26 córregos e na área rural mais 54. Pela cidade também passam o Rio Bauru e o Rio Batalha.
O Vidágua, mesmo, com essa resistência, está fazendo um diagnóstico do tamanho, localização e condições de toda a mata ciliar de Bauru.
O Comdema teve dificuldade para aprovar o espaço de APP (Área de Preservação Permanente) de córregos como da Grama, Ressaca e Forquilha com o espaço de 50 metros para preservação nas margens. “Na conversa e explicação se chegou a um acordo. Esse espaço maior é melhor para a própria população que mora perto. Antes o espaço era de 30 metros, não é uma área perdida”, diz Maria Helena Beltrame.
Segundo o professor Osmar Cavassan, normalmente os pequenos proprietários são mais abertos as mudanças necessárias. “Com um programa de educação ambiental que mostre os benefícios de cuidar bem dos rios, esse trabalho é aceito. Não cuidar da mata ciliar traz erosão, empobrecimento e desvalorização do solo e compromete a qualidade da água do rio. Os grandes têm mais resistência contra isso”, conta.
A Semma tem a disposição, para oferecer gratuitamente, 400 mil mudas para moradores da área urbana e rural e técnicos que orientam no plantio.
Saiba mais
Endereço: Avenida Nuno de Assis, 14-60
Telefone: (14) 3235-1080
e-mail: meioambiente@bauru.sp.gov.br
Lixo preocupa
O problema mundial do lixo, que é produzido diariamente em toneladas e custa milhões para ser adequadamente descartado, para o professor Osmar Cavassan para ser resolvido ou diminuído deveria ter a participação de todos. “Precisamos primeiro reduzir o volume de lixo produzido. Isso se faria com reutilização, reciclagem e menor consumo, uma mudança comportamental”, comenta.
Coder sonha com usina
Desde 2006, o Coder (Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional) tem um projeto para criar uma usina regional de lixo. O ideia prevê envolver toda a 7ª região administrativa, com 40 cidades, para abranger uma área com cerca de 1 milhão de habitantes e investimento entre R$ 150 milhões e R$ 250 milhões.
A usina seria instalada em Bauru para reciclagem e geração de eletricidade a partir dos resíduos. A região produz cerca de 700 toneladas por dia. No momento o Coder e as cidades tentam um financiamento no Ministério das Cidades, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e junto a empresas.
Zoneamento
O secretário municipal de meio ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, comentou também a instalação do minidistritos industriais na cidade, como o do Jardim Pagani. Ele explica que os empreendimentos na cidade obedecem a leis de zoneamento, que preveem que tipos de usos podem ser realizados em determinadas áreas, como residencial, comercial e industrial. “A Seplan [Secretaria de Planejamento] determina que tipos de empresas podem se instalar nos minidistritos e depois essas empresas ainda tem que passar por uma análise da Semma [Secretaria de Meio Ambiente] para verificar se ela é potencialmente poluidora”, diz.
Há barreiras ainda a vencer
O secretário municipal de meio ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, comenta que ainda hoje enfrenta barreiras no seu trabalho, que afirma muitas vezes é entendido como obstáculo para o desenvolvimento e a agricultura. “Hoje melhorou sem dúvida, mas convivemos ainda com problemas antigos, como queimadas e produção de gado em locais irregulares”, comenta.
O orçamento da secretaria de meio ambiente apenas aparenta ser grande. São R$ 16 milhões e para 2010 a expectativa é de R$ 21 milhões, mas a maior parte desse dinheiro vai para o pagamento da coleta de lixo. “Tirando os gastos de custeio para investimentos sobram R$ 500 mil por ano”, afirma.
A pasta do meio ambiente foi criada no governo do prefeito Antônio Tidei de Lima (1993-1996) e o primeiro secretário informal foi o professor de ecologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Osmar Cavassan, prestando assessoria para a administração do prefeito Osvaldo Sbeghen (1977-1983). “Na época chamavam a questão ambiental de perfumaria. Atualmente vemos muita melhora, como a existência de um Comdema [Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente] que já é deliberativo e não apenas consultivo”, diz.
A presidente do Instituto Ambiental Vidágua, Maria Helena Beltrame, fala da necessidade de mudança de comportamento, algo demorado. “O direito ambiental, por exemplo, é novo, surgiu em 1981, precisa de mais tempo para ser assimilado. Até hoje não há a disciplina de direito ambiental nas faculdades”, comenta.
Em Bauru, o projeto é aplicar isso no campus da Unesp envolvendo também o tratamento de esgoto. O professor conta que a universidade gera um volume grande de esgoto, acrescido também do criado pelo posto do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do 4º BPMI (4º Batalhão de Polícia Militar do Interior). Todos esses dejetos vão para uma fossa na parte mais baixa do campus. “Uma bomba joga todo esse esgoto para o córrego Água Comprida”, diz.
Se pretende adotar na Unesp o sistema alagados construídos, que foi o de tratamento de águas residuárias (tratamento de esgoto) adotado pelo Jardim Botânico Municipal de Bauru usando lagoas sem cheiro. O professor Osmar afirma que se planeja tratar o esgoto da universidade numa área perto do CTI (Colégio Técnico Industrial). “Só que esse local tem uma mata cerrado de 4 a 5 hectares, então primeiro a Cetesb [Companhia Ambiental do Estado de São Paulo] tem que liberar as obras, só falta isso para começar”, conta.
Toda a biomassa de cerrado que será derrubada será transplantada para uma estrada em frente ao Ipmet (Instituto de Pesquisas Meteorológicas), que no passado foi desmatada e hoje está abandonada. “Será uma experimentação. Nunca esse processo foi feito com o cerrado”, finaliza.
Floresta urbana vai garantir qualidade de vida
No dia 11 de setembro, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) anunciou a compra de área equivalente a 60 mil metros quadrados da floresta urbana localizada em frente ao câmpus da Unesp-Bauru, por R$ 1,2 milhão. Isso equivale a 10% do total da mata, formada principalmente por cerrado.
O professor Osmar Cavassan comenta que a compra desse terreno não deve ser encarada apenas como um espaço com um grupo de plantas e animais. “A questão ambiental extrapola isso. Isso vai envolver a comunidade que vive no entorno, a proteção do solo e do clima e é também um sinal que mostra que os espaços públicos que garantem qualidade de vida para todos devem ser preservados em Bauru”, diz.
Para ele, um espaço como esse pode ser usado como laboratório para geração de novos conhecimentos, espaço para educação ambiental e de ciências, fatores importantes também para criar noções estéticas. “No Brasil há uma cultura ambiental importada, nós adoramos leão e pinheiro, mesmo não existindo por aqui. Temos animais e plantas do cerrado maravilhosos, lindos, que não são conhecidos nem apreciados”, afirma.
O secretário municipal de meio ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, diz que sonha com a compra de mais áreas da floresta urbana. A área comprada é o pedaço que está anexo à reserva legal do loteamento que existe ao lado, próximo a nascente do córrego da Água Comprida. A intenção do poder público é trabalhar o espaço comprado como uma espécie de parque. “Por mais necessidade que a área tenha de ser preservada, o mínimo de acesso a ela tem que ser dado. Isso vai ser com pessoas acompanhadas de monitores e pesquisadores que terão acesso a mata. Mas entradas aleatórias, sem supervisão, não devem ser permitidas. Isso atrapalharia pesquisas científicas e pode degradar a área”, fala.
Para a presidente do Instituto Ambiental Vidágua, Maria Helena Beltrame, a preservação da floresta urbana é um ‘símbolo’. “As pessoas ainda associam meio ambiente apenas com a floresta longe da cidade. Elas precisam entender que na vida urbana há necessidade de grandes áreas verdes para existir qualidade de vida”, aponta.
Em junho, o governador José Serra (PSDB) assinou a lei de proteção ao cerrado, aprovada pela Assembléia Legislativa. A nova lei de proteção ao cerrado estabelece critérios mais severos que o próprio Código Florestal Brasileiro no que diz respeito à utilização e preservação do cerrado.
A preocupação é garantir a sobrevivência deste bioma severamente ameaçado. O Estado possui somente 0,84% de área de cerrado, o equivalente a 211 mil hectares, ante a ocupação original de 14% do território paulista - 3,4 milhões de hectares. Em Bauru, a área remanescente é de 8%. O município conta com 5.959 hectares de cobertura florestal e 254 fragmentos florestais.
Selo Verde e Azul é meta
Uma das metas da administração municipal é conseguir o selo de Município Verde Azul. Nesse projeto, o Governo do Estado de São Paulo e os municípios trabalham juntos na efetivação da agenda ambiental paulista. Com essa gestão ambiental compartilhada, o Governo passou a ter os municípios como fortes parceiros, tomando decisões conjuntas e estimulando ações municipais em prol do meio ambiente e da sociedade.
A adesão dos municípios ao Projeto se dá a partir da assinatura de um "Protocolo de Intenções" que propõe 10 Diretivas Ambientais que abordam as questões prioritárias a serem desenvolvidas - Esgoto Tratado, Lixo Mínimo, Recuperação da Mata Ciliar, Arborização Urbana, Educação Ambiental, Habitação Sustentável, Uso da Água, Poluição do Ar, Estrutura Ambiental e Conselho de Meio Ambiente. A equipe da SMA (Secretaria de Estado do Meio Ambiente) orienta os municípios no preenchimento do Plano de Ação e no cumprimento das metas.
No final do ano é divulgado o ranking ambiental dos municípios paulistas, com uma nota que varia de zero a 100. As localidades que obtêm nota superior a 80 recebem o certificado de Município Verde Azul. No ano passado, dos 332 municípios avaliados, apenas 44 receberam o selo verde da SMA.
O secretário municipal de meio ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, reconhece que o principal problema de Bauru é o tratamento de esgoto, é a principal barreira para a cidade obter o selo de Município Verde Azul. “A prefeitura através do DAE [Departamento de Água e Esgoto] já vem fazendo o trabalho de instalação dos interceptores. Eu acredito que daqui três, quatros anos teremos o tratamento de esgoto com 100%. O prefeito está correndo atrás do financiamento para isso. Uma pequena porcentagem do esgoto, 2%, já é tratado em Tibiriçá, falta apenas as licenças ambientais”, diz.
Sobre os outros pontos ele afirma que Bauru já atende ou está próxima disso. Por exemplo, as cidades deverão ter 12 m2 de área verde por habitante, segundo Valcirlei, Bauru tem 21 m2. “Essas áreas ainda não estão equilibradas na zona urbana, para toda a comunidade usufruir, mas o tamanho já obedecemos. A coleta de lixo residencial e o aterro sanitário também já atendem as exigências, apesar de sua vida útil estar chegando no limite”, comenta.
Na educação ambiental, o secretário diz que entidades como o Vidágua, Fórum Pró-Batalha e a própria Semma já fazem esse trabalho há vários anos, mas ainda precisam ser registrados ou adaptados no projeto Município Verde Azul.
População ainda resiste a cuidar de rios e córregos
Sobre o trabalho de proteção e reflorestamento das matas ciliares dos córregos e rios de Bauru, Maria Helena Beltrame, presidente do Instituto Ambiental Vidágua, conta que a resistência ainda é muito grande. “Existe uma dificuldade muito grande em Bauru para entrar nessas propriedades com nascentes ou que tem o curso de córregos e rios”, diz.
Segundo ela, os proprietários barram a entrada de ambientalistas que cuidam da mata ciliar e também não simpatizam com as regras impostas, como restrição à entrada de gado e queimadas.
A cidade de Bauru está dentro de duas bacias hidrográficas, a Tietê-Batalha e a Tietê-Jacaré. Na área urbana existem 26 córregos e na área rural mais 54. Pela cidade também passam o Rio Bauru e o Rio Batalha.
O Vidágua, mesmo, com essa resistência, está fazendo um diagnóstico do tamanho, localização e condições de toda a mata ciliar de Bauru.
O Comdema teve dificuldade para aprovar o espaço de APP (Área de Preservação Permanente) de córregos como da Grama, Ressaca e Forquilha com o espaço de 50 metros para preservação nas margens. “Na conversa e explicação se chegou a um acordo. Esse espaço maior é melhor para a própria população que mora perto. Antes o espaço era de 30 metros, não é uma área perdida”, diz Maria Helena Beltrame.
Segundo o professor Osmar Cavassan, normalmente os pequenos proprietários são mais abertos as mudanças necessárias. “Com um programa de educação ambiental que mostre os benefícios de cuidar bem dos rios, esse trabalho é aceito. Não cuidar da mata ciliar traz erosão, empobrecimento e desvalorização do solo e compromete a qualidade da água do rio. Os grandes têm mais resistência contra isso”, conta.
A Semma tem a disposição, para oferecer gratuitamente, 400 mil mudas para moradores da área urbana e rural e técnicos que orientam no plantio.
Saiba mais
Endereço: Avenida Nuno de Assis, 14-60
Telefone: (14) 3235-1080
e-mail: meioambiente@bauru.sp.gov.br
Lixo preocupa
O problema mundial do lixo, que é produzido diariamente em toneladas e custa milhões para ser adequadamente descartado, para o professor Osmar Cavassan para ser resolvido ou diminuído deveria ter a participação de todos. “Precisamos primeiro reduzir o volume de lixo produzido. Isso se faria com reutilização, reciclagem e menor consumo, uma mudança comportamental”, comenta.
Coder sonha com usina
Desde 2006, o Coder (Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional) tem um projeto para criar uma usina regional de lixo. O ideia prevê envolver toda a 7ª região administrativa, com 40 cidades, para abranger uma área com cerca de 1 milhão de habitantes e investimento entre R$ 150 milhões e R$ 250 milhões.
A usina seria instalada em Bauru para reciclagem e geração de eletricidade a partir dos resíduos. A região produz cerca de 700 toneladas por dia. No momento o Coder e as cidades tentam um financiamento no Ministério das Cidades, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e junto a empresas.
Zoneamento
O secretário municipal de meio ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, comentou também a instalação do minidistritos industriais na cidade, como o do Jardim Pagani. Ele explica que os empreendimentos na cidade obedecem a leis de zoneamento, que preveem que tipos de usos podem ser realizados em determinadas áreas, como residencial, comercial e industrial. “A Seplan [Secretaria de Planejamento] determina que tipos de empresas podem se instalar nos minidistritos e depois essas empresas ainda tem que passar por uma análise da Semma [Secretaria de Meio Ambiente] para verificar se ela é potencialmente poluidora”, diz.
Há barreiras ainda a vencer
O secretário municipal de meio ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, comenta que ainda hoje enfrenta barreiras no seu trabalho, que afirma muitas vezes é entendido como obstáculo para o desenvolvimento e a agricultura. “Hoje melhorou sem dúvida, mas convivemos ainda com problemas antigos, como queimadas e produção de gado em locais irregulares”, comenta.
O orçamento da secretaria de meio ambiente apenas aparenta ser grande. São R$ 16 milhões e para 2010 a expectativa é de R$ 21 milhões, mas a maior parte desse dinheiro vai para o pagamento da coleta de lixo. “Tirando os gastos de custeio para investimentos sobram R$ 500 mil por ano”, afirma.
A pasta do meio ambiente foi criada no governo do prefeito Antônio Tidei de Lima (1993-1996) e o primeiro secretário informal foi o professor de ecologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Osmar Cavassan, prestando assessoria para a administração do prefeito Osvaldo Sbeghen (1977-1983). “Na época chamavam a questão ambiental de perfumaria. Atualmente vemos muita melhora, como a existência de um Comdema [Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente] que já é deliberativo e não apenas consultivo”, diz.
A presidente do Instituto Ambiental Vidágua, Maria Helena Beltrame, fala da necessidade de mudança de comportamento, algo demorado. “O direito ambiental, por exemplo, é novo, surgiu em 1981, precisa de mais tempo para ser assimilado. Até hoje não há a disciplina de direito ambiental nas faculdades”, comenta.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Turismo emprega mais de 10 mil pessoas em Bauru
Na última sexta-feira, dia 25, Daiellen Vale dos Santos, 25 anos, acordou cedo para recepcionar um grupo de mais 300 pessoas de cidades como Ourinhos, Botucatu e Marília. Ela estava trabalhando em um evento empresarial no Obeid Plaza Hotel em Bauru. “Há seis anos trabalho em eventos como esse. Existe muita concorrência por uma vaga, que consigo por experiência ou indicação. Tem meses que já consegui três, quatro trabalhos, que pagam uma média de R$ 100, dependendo da duração. Estou conseguindo pagar minha faculdade de biologia com isso”, conta.
O exemplo de Daiellen se repete muito em Bauru. O setor de turismo, e na cidade principalmente o de negócios, emprega 8.500 pessoas apenas no setor hoteleiro, de acordo com o presidente do Sindicato de Trabalhadores dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Bauru, Francisco Pereira de Andrade.
Além dos hotéis, o turismo também movimenta a economia no ramo de restaurantes, bares, agências, transportes, comércio, entre outros, conseguindo empregar mais de 10 mil pessoas em Bauru. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade tem 359.429 habitantes, ou seja, cerca de 3% vivem diretamente do turismo, já os indiretos podem representar uma porcentagem bem maior se for contada a família dessas pessoas.
Hotéis, restaurantes, feiras, shows, teatros, museus, dentre outros são os grandes atrativos para os turistas, levando ao aumento das arrecadações financeiras desses estabelecimentos, provocando maior arrecadação dos impostos, aumentando também a arrecadação municipal.
Números do turismo em Bauru
Hotéis, flats – 35 (sem contar pousadas)
Motéis – 12
Apartamentos – 1,7 mil
Leitos – 3,3 mil
Faculdades – 2
Empregos no setor hoteleiro – 8,5 mil
Movimento no terminal rodoviário - média diária de 3,5 mil pessoas em embarque e desembarque. Nos finais de semana prolongados sobe para 5 mil pessoas
Movimento no aeroporto do Aeroclube em 2009 até agosto – 6.998 embarques/desembarques
Movimento no aeroporto Bauru/Arealva em 2009 até agosto – 25.611 embarques/desembarques
Fonte: Bauru e Região Convention & Visitors Bureau, Sindicato de Trabalhadores dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Bauru, Emdurb e Daesp
Hoje é o dia mundial do turismo
Hoje, 27 de setembro, se comemora o dia mundial do turismo. A data foi instituída pela OMT (Organização Mundial do Turismo), órgão que compõe o Sistema das Nações Unidas, em setembro de 1979.
Durante a realização de uma Assembleia Geral da organização, os membros participantes decidiram que a cada ano seria abordado um tema diferente, no dia 27 de setembro.
A escolha da data se deu em homenagem à implantação do Estatuto da entidade, adotado desde 1970, um marco na história do turismo mundial, portanto, comemorando seus nove anos de vigor, em 1979.
A intenção dos organizadores do evento foi a de transformar o Dia Mundial do Turismo numa data capaz de conscientizar a sociedade dos valores culturais, políticos, econômicos e sociais que esse ramo ocasiona.
O turismo é uma atividade relacionada ao entretenimento, onde as pessoas se divertem ao passearem por diferentes lugares.
Além disso, é tido como a área profissional que cuida de toda a movimentação que esses passeios ocasionam, o conjunto de serviços que os mesmos geram, com o intuito de promover o bem-estar dos visitantes ou turistas, sendo que seu maior objetivo é de que o viajante sinta-se satisfeito e retorne ao local.
As movimentações turísticas abrangem boa parte da economia de um país, pois ocasionam a circulação de um número bem maior de pessoas nas regiões visitadas. Isso faz com que aumentem os empregos, os investimentos na estrutura da cidade, melhorando a qualidade de vida das pessoas que ali vivem.
Em 2009 o objeto da pauta da Organização é “Mudanças Climáticas: o turismo em busca da ecoeficiência”, levando o assunto como grande interesse da área, buscando alertar a população sobre os danos da degradação do meio ambiente e apresentando os bons resultados das práticas turísticas de preservação.
Setor sofre em Bauru com baixa ocupação e poucos dados
Apesar de empregar muitas pessoas e já receber muitas pessoas, o setor de turismo em Bauru é visto com muito potencial ainda para ser explorado.
A presidente do Bauru e Região Convention & Visitors Bureau, Michele Kyrillos Obeid, conta que a ocupação da rede hoteleira em Bauru durante os dias úteis tem uma média de 80% e nos finais de semana cai para 20%. “De segunda à sexta o foco é em negócios e em eventos, por isso a boa ocupação. Mas sábado e domingo despenca”, diz.
Uma solução sugerida para melhorar isso é a cidade interligar mais suas atividades culturais, esportivas, entre outras, como ocorre em São Paulo, onde é muito comum as pessoas visitarem a cidade nos finais de semana para visitarem museus e pontos turísticos ou assistirem jogos e apresentações artísticas.
Sem números
Outra dificuldade para o turismo de Bauru crescer mais é a falta de estatísticas do setor. Por exemplo, Michele diz não existir em Bauru estudos científicos sobre o faturamento do turismo e números e características dos turistas que visitam a cidade. “Sem isso fica mais difícil conseguir investimentos para o setor. Esperamos que ano que vem consigamos fazer esses estudos em parceria com o poder público”, fala.
Bauru e Região Convention & Visitors Bureau
Telefone: (14) 3234-7646
e-mail: bauruconvention@terra.com.br
Caminhos do Centro Oeste terá catálogo em dezembro
O Circuito Turístico Caminhos do Centro Oeste Paulista, uma das principais iniciativas para expandir o turismo na região, vai lançar seu primeiro catálogo em dezembro deste ano.
O circuito é uma parceria entre o Sebrae-SP, Coder (Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional), Instituto Soma, prefeituras de Agudos, Avaí, Arealva, Bauru, Duartina, Iacanga, Lençóis Paulista, Macatuba, Pederneiras e Piratininga e o Ciesp.
A analista do Sebrae em Bauru, Isa Maria Francischini, explica que o projeto tem como objetivo contribuir com o desenvolvimento sócio econômico e cultural da região de forma sustentável. “Nossa meta é inserir a região no mercado regional, estadual e nacional de turismo, cultura e artesanato, consolidar roteiros turísticos, aumentar o fluxo de turistas e melhorar a qualidade de vida das pessoas nos municípios. O plano é aumentar em 20% o número de turistas e a permanência dos mesmos na região até julho de 2010”, conta.
O catálogo vai contemplar informações sobre o circuito como o histórico do projeto até chegar a circuito; referencial de localização do circuito; mapa rodoviário, breve perfil dos municípios integrantes, vocações turísticas; passeios; manifestações culturais; artesanato; gastronomia; roteiros; localização de produtos e serviços por municípios; calendário de eventos da região.
Sua distribuição será voltada para um público específico, como agências de turismo e viagens, entre outros. Mas pretende-se também disponibilizar o conteúdo em CD e guia de bolso, para distribuição em eventos de maior escala. Também pretende-se que ele seja disponibilizado via internet.
Hoje, no site do Instituto Soma já está disponibilizado a versão institucional do Catálogo do Circuito que foi lançada em 2008. “Dentro do circuito há muita história e cultura, nos diversos museus existentes, nos riquíssimos acervos, é possível também vivenciar a vida no campo, desfrutar de momentos de tranqüilidade e lazer em belas propriedades, conhecer manifestações culturais e tradições indígenas, além inúmeras possibilidades de entretenimento”, comenta.
Saiba mais
Site: www.institutosoma.org.br/turismo/
Turismo de Saúde também é forte
Segundo o secretário de desenvolvimento econômico, Antonio Mondelli Junior, o que mais movimenta o setor de turismo em Bauru hoje é o de negócios, saúde e eventos.”Podemos considerar que a maior parte seja regional e nacional, pois o fluxo de estudantes, pessoas que veem até o Centrinho e os próprios empresários que recebem até um numero relativamente grande de representantes internacionais”, diz.
Como pontos turísticos principais ele cita o Parque Vitória Régia, o Automóvel Clube, o Templo Tenri Kyo, a Estação Ferroviária da NOB, Igreja Presbiteriana, Igreja Santa Terezinha, o prédio da Prefeitura Municipal, o Teatro Municipal, entre outros.
As principais datas e eventos são o aniversário e Festa do Sanduíche Bauru, Grand Expo Bauru, Semana do Meio Ambiente, Semana da Educação, Semana da Ciência e Tecnologia, Virada Cultural, Semana Nacional dos Museus, entre outros.
“Com certeza o turismo movimenta vários setores da economia, existe o chamado efeito multiplicador, que beneficia desde o produtor rural ao proprietário do restaurante, que servira o que veio do campo”, comenta.
Circuito teve visitas
A cidade de Bauru recebeu, na quinta e sexta-feira, 24 e 25, representantes das 10 cidades que integram o projeto Circuito Turístico Caminhos do Centro Oeste Paulista. Os integrantes estão realizando visita técnica para escolher os pontos turísticos e estabelecimentos comerciais que farão parte do catálogo do Circuito.
Em Bauru, a comissão visitou o Zoológico Municipal, Jardim Botânico, Kartódromo Toca da Coruja, Alameda Quality Center, Adega Garrafeira, Museus Municipais Ferroviário e Histórico, Recanto Tibiriçá, Pesqueiro Pé no Chão e Empório Barres.
A avaliação teve início na semana passada e os técnicos já passaram por Agudos, Arealva, Iacanga, Lençóis Paulista, Macatuba e Pederneiras. Na próxima semana será a vez das cidades de Duartina, Piratininga e Avaí.
De acordo com a diretora do departamento de Comércio e Turismo, da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, Daniela Trujilho, cada representante recebe um questionário de avaliação, com questões como, a sinalização turística, identificação do local, fachada, recepção ao visitante, estrutura, higiene, acessibilidade, controle de visitação, produtos para venda, entre outros itens.
O exemplo de Daiellen se repete muito em Bauru. O setor de turismo, e na cidade principalmente o de negócios, emprega 8.500 pessoas apenas no setor hoteleiro, de acordo com o presidente do Sindicato de Trabalhadores dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Bauru, Francisco Pereira de Andrade.
Além dos hotéis, o turismo também movimenta a economia no ramo de restaurantes, bares, agências, transportes, comércio, entre outros, conseguindo empregar mais de 10 mil pessoas em Bauru. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade tem 359.429 habitantes, ou seja, cerca de 3% vivem diretamente do turismo, já os indiretos podem representar uma porcentagem bem maior se for contada a família dessas pessoas.
Hotéis, restaurantes, feiras, shows, teatros, museus, dentre outros são os grandes atrativos para os turistas, levando ao aumento das arrecadações financeiras desses estabelecimentos, provocando maior arrecadação dos impostos, aumentando também a arrecadação municipal.
Números do turismo em Bauru
Hotéis, flats – 35 (sem contar pousadas)
Motéis – 12
Apartamentos – 1,7 mil
Leitos – 3,3 mil
Faculdades – 2
Empregos no setor hoteleiro – 8,5 mil
Movimento no terminal rodoviário - média diária de 3,5 mil pessoas em embarque e desembarque. Nos finais de semana prolongados sobe para 5 mil pessoas
Movimento no aeroporto do Aeroclube em 2009 até agosto – 6.998 embarques/desembarques
Movimento no aeroporto Bauru/Arealva em 2009 até agosto – 25.611 embarques/desembarques
Fonte: Bauru e Região Convention & Visitors Bureau, Sindicato de Trabalhadores dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Bauru, Emdurb e Daesp
Hoje é o dia mundial do turismo
Hoje, 27 de setembro, se comemora o dia mundial do turismo. A data foi instituída pela OMT (Organização Mundial do Turismo), órgão que compõe o Sistema das Nações Unidas, em setembro de 1979.
Durante a realização de uma Assembleia Geral da organização, os membros participantes decidiram que a cada ano seria abordado um tema diferente, no dia 27 de setembro.
A escolha da data se deu em homenagem à implantação do Estatuto da entidade, adotado desde 1970, um marco na história do turismo mundial, portanto, comemorando seus nove anos de vigor, em 1979.
A intenção dos organizadores do evento foi a de transformar o Dia Mundial do Turismo numa data capaz de conscientizar a sociedade dos valores culturais, políticos, econômicos e sociais que esse ramo ocasiona.
O turismo é uma atividade relacionada ao entretenimento, onde as pessoas se divertem ao passearem por diferentes lugares.
Além disso, é tido como a área profissional que cuida de toda a movimentação que esses passeios ocasionam, o conjunto de serviços que os mesmos geram, com o intuito de promover o bem-estar dos visitantes ou turistas, sendo que seu maior objetivo é de que o viajante sinta-se satisfeito e retorne ao local.
As movimentações turísticas abrangem boa parte da economia de um país, pois ocasionam a circulação de um número bem maior de pessoas nas regiões visitadas. Isso faz com que aumentem os empregos, os investimentos na estrutura da cidade, melhorando a qualidade de vida das pessoas que ali vivem.
Em 2009 o objeto da pauta da Organização é “Mudanças Climáticas: o turismo em busca da ecoeficiência”, levando o assunto como grande interesse da área, buscando alertar a população sobre os danos da degradação do meio ambiente e apresentando os bons resultados das práticas turísticas de preservação.
Setor sofre em Bauru com baixa ocupação e poucos dados
Apesar de empregar muitas pessoas e já receber muitas pessoas, o setor de turismo em Bauru é visto com muito potencial ainda para ser explorado.
A presidente do Bauru e Região Convention & Visitors Bureau, Michele Kyrillos Obeid, conta que a ocupação da rede hoteleira em Bauru durante os dias úteis tem uma média de 80% e nos finais de semana cai para 20%. “De segunda à sexta o foco é em negócios e em eventos, por isso a boa ocupação. Mas sábado e domingo despenca”, diz.
Uma solução sugerida para melhorar isso é a cidade interligar mais suas atividades culturais, esportivas, entre outras, como ocorre em São Paulo, onde é muito comum as pessoas visitarem a cidade nos finais de semana para visitarem museus e pontos turísticos ou assistirem jogos e apresentações artísticas.
Sem números
Outra dificuldade para o turismo de Bauru crescer mais é a falta de estatísticas do setor. Por exemplo, Michele diz não existir em Bauru estudos científicos sobre o faturamento do turismo e números e características dos turistas que visitam a cidade. “Sem isso fica mais difícil conseguir investimentos para o setor. Esperamos que ano que vem consigamos fazer esses estudos em parceria com o poder público”, fala.
Bauru e Região Convention & Visitors Bureau
Telefone: (14) 3234-7646
e-mail: bauruconvention@terra.com.br
Caminhos do Centro Oeste terá catálogo em dezembro
O Circuito Turístico Caminhos do Centro Oeste Paulista, uma das principais iniciativas para expandir o turismo na região, vai lançar seu primeiro catálogo em dezembro deste ano.
O circuito é uma parceria entre o Sebrae-SP, Coder (Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional), Instituto Soma, prefeituras de Agudos, Avaí, Arealva, Bauru, Duartina, Iacanga, Lençóis Paulista, Macatuba, Pederneiras e Piratininga e o Ciesp.
A analista do Sebrae em Bauru, Isa Maria Francischini, explica que o projeto tem como objetivo contribuir com o desenvolvimento sócio econômico e cultural da região de forma sustentável. “Nossa meta é inserir a região no mercado regional, estadual e nacional de turismo, cultura e artesanato, consolidar roteiros turísticos, aumentar o fluxo de turistas e melhorar a qualidade de vida das pessoas nos municípios. O plano é aumentar em 20% o número de turistas e a permanência dos mesmos na região até julho de 2010”, conta.
O catálogo vai contemplar informações sobre o circuito como o histórico do projeto até chegar a circuito; referencial de localização do circuito; mapa rodoviário, breve perfil dos municípios integrantes, vocações turísticas; passeios; manifestações culturais; artesanato; gastronomia; roteiros; localização de produtos e serviços por municípios; calendário de eventos da região.
Sua distribuição será voltada para um público específico, como agências de turismo e viagens, entre outros. Mas pretende-se também disponibilizar o conteúdo em CD e guia de bolso, para distribuição em eventos de maior escala. Também pretende-se que ele seja disponibilizado via internet.
Hoje, no site do Instituto Soma já está disponibilizado a versão institucional do Catálogo do Circuito que foi lançada em 2008. “Dentro do circuito há muita história e cultura, nos diversos museus existentes, nos riquíssimos acervos, é possível também vivenciar a vida no campo, desfrutar de momentos de tranqüilidade e lazer em belas propriedades, conhecer manifestações culturais e tradições indígenas, além inúmeras possibilidades de entretenimento”, comenta.
Saiba mais
Site: www.institutosoma.org.br/turismo/
Turismo de Saúde também é forte
Segundo o secretário de desenvolvimento econômico, Antonio Mondelli Junior, o que mais movimenta o setor de turismo em Bauru hoje é o de negócios, saúde e eventos.”Podemos considerar que a maior parte seja regional e nacional, pois o fluxo de estudantes, pessoas que veem até o Centrinho e os próprios empresários que recebem até um numero relativamente grande de representantes internacionais”, diz.
Como pontos turísticos principais ele cita o Parque Vitória Régia, o Automóvel Clube, o Templo Tenri Kyo, a Estação Ferroviária da NOB, Igreja Presbiteriana, Igreja Santa Terezinha, o prédio da Prefeitura Municipal, o Teatro Municipal, entre outros.
As principais datas e eventos são o aniversário e Festa do Sanduíche Bauru, Grand Expo Bauru, Semana do Meio Ambiente, Semana da Educação, Semana da Ciência e Tecnologia, Virada Cultural, Semana Nacional dos Museus, entre outros.
“Com certeza o turismo movimenta vários setores da economia, existe o chamado efeito multiplicador, que beneficia desde o produtor rural ao proprietário do restaurante, que servira o que veio do campo”, comenta.
Circuito teve visitas
A cidade de Bauru recebeu, na quinta e sexta-feira, 24 e 25, representantes das 10 cidades que integram o projeto Circuito Turístico Caminhos do Centro Oeste Paulista. Os integrantes estão realizando visita técnica para escolher os pontos turísticos e estabelecimentos comerciais que farão parte do catálogo do Circuito.
Em Bauru, a comissão visitou o Zoológico Municipal, Jardim Botânico, Kartódromo Toca da Coruja, Alameda Quality Center, Adega Garrafeira, Museus Municipais Ferroviário e Histórico, Recanto Tibiriçá, Pesqueiro Pé no Chão e Empório Barres.
A avaliação teve início na semana passada e os técnicos já passaram por Agudos, Arealva, Iacanga, Lençóis Paulista, Macatuba e Pederneiras. Na próxima semana será a vez das cidades de Duartina, Piratininga e Avaí.
De acordo com a diretora do departamento de Comércio e Turismo, da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, Daniela Trujilho, cada representante recebe um questionário de avaliação, com questões como, a sinalização turística, identificação do local, fachada, recepção ao visitante, estrutura, higiene, acessibilidade, controle de visitação, produtos para venda, entre outros itens.
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