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terça-feira, 1 de março de 2011

Governo proíbe tarifas em contas 100% eletrônicas

A partir de hoje, quem tem ou vai abrir uma conta corrente eletrônica não terá mais cobrança de tarifas. Até então não havia regulamentação desse serviço bancário, mas o CMN (Conselho Monetário Nacional) instituiu regras com a resolução 3.919/2010.


As contas correntes eletrônicas se caracterizam por serem usadas apenas em canais como caixas eletrônicos, internet, celular e central telefônica automática. Segundo a assessoria de imprensa do BC (Banco Central), os bancos não são obrigados a oferecer esse serviço, mas espera que a competição entre as instituições estimule isso. O BC acredita que a nova conta irá atrair clientes com perfil mais jovens, consumidores de menor renda e pessoas que estão ingressando no sistema bancário.

As contas comuns têm altas tarifas. A última pesquisa do Procon-SP de 2010, por exemplo, mostrava diferenças de até 196,55% entre os bancos para a tarifa de extratos, com mínima de R$ 1,45 e máxima de R$ 4,30.



Adesão baixa / Os maiores bancos com atuação no Brasil foram procurados ontem, mas apenas o Itaú disse que oferece a conta corrente eletrônica, que chamou de iConta, na qual as transações são ilimitadas e gratuitas. O Bradesco informou que estuda oferecer o serviço. Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil não responderam os pedidos de entrevista até o fechamento desta edição. O Santander disse que não poderia responder ontem.
 
 
Novo serviço sem cobranças




Como funciona

+ Nas contas correntes eletrônicas, desde que usadas apenas em canais como caixas eletrônicos, internet, celular e central telefônica automática, não pode haver cobranças de tarifas



Exceções

+ Mas caso o cliente de uma conta eletrônica use serviços tradicionais, como nas agências ou atendimento humano via central telefônica, aí a instituição bancária pode cobrar tarifa



+ Porém, em não havendo a possibilidade, por falta dos sistemas eletrônicos da instituição, o cliente da nova conta poderá acessar canais tradicionais sem cobrança





Mais detalhes

www.bcb.gov.br/htms/normativ/RESOLUCAO3919.pdf







Compare as tarifas

Para quem tem contas comuns, a Febraban oferece um serviço para comparar tarifas: www.febraban-star.org.br





Fontes: CMN e Febraban


Outras regras começarão em junho


O CMN também fez uma grande regulamentação do setor de cartões de crédito. Essas novas normas valem a partir de 1 de junho só para contratos novos a partir dessa data. Para quem já tem contrato, valem a partir 1 de junho de 2012.

Entre as novas regras, estão a diminuição do número de tarifas para apenas cinco e a padronização de cartões (básico e diferenciado) com custos incorporados já na anuidade.

sábado, 6 de novembro de 2010

Santander busca Brasil para crescer mais

O presidente mundial do Banco Santander, Emilio Botín, 72 anos, participou na manhã de ontem, em São Paulo, da cerimônia de integração das marcas no Brasil, extinguindo a identidade visual do antigo Banco Real, comprado no fim de 2007.
A partir de agora, as antigas agências do Real passam a ter as fachadas vermelhas e o logo do espanhol Santander. A unificação das operações entre os dois bancos também já está quase encerrada – cerca de 95% dos serviços disponibilizados pelo banco já podem ser realizados nas redes do antigo Real e no Santander.
Apenas algumas transações continuarão ainda restritas às agências de origem do cliente, como crédito rural e leasing. Segundo o presidente do Santander Brasil, Fábio Barbosa, as operações estarão todas ligadas em fevereiro. “Foi uma opção por uma mudança gradual, para o mínimo de transtornos aos clientes. Em fevereiro, começarão as mudanças dos números das contas”, disse.
O Santander realizou testes dos novos sistemas integrados com mais de 100 mil clientes no interior de São Paulo. Foram feitos pilotos em Limeira, Piracicaba, Americana e Rio Claro.


Estratégico/Em entrevista coletiva,  Botín falou da filosofia de atuar como banco comercial em países emergentes e desenvolvidos com foco nos clientes e destacou a posição principal do Brasil. “O Brasil já representa 25% dos nossos resultados gerais no mundo. O Reino Unido vem em segundo, com 18%, e a Espanha em terceiro, com 17%”, explicou.
No fim do mês passado, o Santander anunciou um   lucro líquido  no mundo dos nove primeiros meses do ano de
6,08 bilhões de euros (R$ 14,5 bilhões), queda de 9,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Santander Brasil,  nos nove primeiros meses, teve alta de  39,5%, chegando a
 R$ 5,464 bilhões.
 Na Espanha e em grande parte da Europa, o banco ainda sofre com a crise financeira mundial. A instituição financeira foi obrigada a reservar  472 milhões de euros (R$ 1,126 bilhão) gerados por provisões. A reserva faz parte de regras espanholas, que foram endurecidas depois da crise para tornar os bancos mais sólidos.
Esses números fazem Botín considerar o Brasil altamente estratégico. O grupo Santander Brasil conta hoje com 3.623 agências, sendo que 2.035 são provenientes do  Real. Ele afirmou que pretende continuar crescendo com sustentabilidade  e não descartou “aproveitar oportunidades” para outras aquisições bancárias. O banco planeja abrir 600 agências até 2013 no país. Neste ano, serão abertas 120 agências.
HISTÓRIA
 O Santander foi criado  em 1857, na Espanha. No Brasil, a chegada foi em 1982. A partir de 1997, os espanhóis compraram cinco bancos no Brasil, entre eles o Banespa, durante leilão em 2000.  Hoje, o Santander é o terceiro maior banco privado do Brasil.


Espanhol diz acreditar em governo Dilma
Os executivos do Santander disseram ontem acreditar que o futuro governo da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) deve ter êxitos. “Creio que o novo governo seguirá desenvolvendo o país. Em pouco mais de uma década, o Brasil deve se transformar na quinta maior economia do mundo”, disse Emilio Botín.
Ele elogiou o sistema financeiro exemplar do Brasil e a “lição” que o país deu ao mundo ao sair rapidamente da crise.
 Fábio Barbosa também fez elogios ao novo governo, mas, ao ser questionado sobre os motivos dos juros que o Santander cobra no Brasil serem maiores do que os praticados em países ricos, ele explicou que ainda são necessários avanços. “Aqui, há tributação na intermediação financeira e os bancos precisam fazer elevados depósitos compulsórios ao governo. Além disso, o Brasil precisa de um cadastro positivo. Os juros cairão quando nossas características foram as mesmas do exterior”, comentou.
 Emilio Botín também veio ao Brasil assistir ao GP da Fórmula 1, evento que o banco espanhol é um dos principais patrocinadores.


Opinião
Luis Miguel Santacreu,
analista de instituições financeiras da agência de risco Austin Rating
As recentes fusões e aquisições bancárias no Brasil parecem já consolidadas. Não são mais esperados grandes movimentos, a não ser se forem negociados os bancos de governos estaduais.
Esse processo criou no Brasil uma forte concentração bancária, principalmente no varejo. Mas são instituições sólidas, que respeitam normas rígidas do BC (Banco Central) e tem muita liquidez. O lado prejudicial pode ocorrer no abuso do poder econômico, como nas tarifas excessivas. Nesse caso, o BC poderia regulamentar melhor o setor.
 Enfim, os bancos brasileiros devem continuar crescendo muito nos próximos anos. O Brasil precisa de muito crédito para sua economia: obras de infraestrutura, consumo, ampliação da produção das empresas, aquisição de imóveis e carros, tudo isso necessita do crédito dos bancos. O país tem ainda muitas carências que os bancos vão ajudar a suprir.


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Bradesco deve abrir 320 novas agências neste ano

Foto Cristiano Zanardi

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, 57 anos, confirmou que a instituição financeira mantém disputa para ser o maior banco do Brasil. Ele esteve ontem em Bauru no Circuito de Corrida e Caminhada da Longevidade Bradesco Seguros e Previdência no Parque Vitória Régia.
Em junho, o Bradesco comprou o banco Ibi, financeira da rede de lojas C&A, por R$ 1,4 bilhão. Luiz Carlos disse ontem que foi fechado um plano para usar essa capilaridade da rede de departamentos de vestuário. “Vamos incorporar mais de 20 milhões de portadores de cartão de crédito e montar 171 novas agências dentro das lojas C&A. O acordo operacional tem 20 anos”, conta.
Em 2009, o Bradesco tem a meta de criar 320 pontos de atendimento. Hoje são mais de 3 mil. Neste ano, o banco investirá R$ 3 bilhões.
No segundo trimestre deste ano, o Bradesco encerrou com R$ 482,4 bilhões em ativos totais, terceiro lugar no Brasil. Ativos são o total dos recursos que estão à disposição da empresa.

Setor bancário vive efervescência
O sistema bancário brasileiro viveu nos últimos meses uma onda de fusões que criou gigantes financeiros. O Itaú/Unibanco se tornou o maior banco do país em ativos após a fusão em novembro de 2008. São cerca de 4.800 agências e ativos de mais de R$ 575 bilhões.
No segundo lugar está o Banco do Brasil, que ainda em 2008 comprou a Nossa Caixa por R$ 5,386 bilhões. Em janeiro, foi a vez de comprar metade do Banco Votorantin por R$ 4,950 bilhões. Seus ativos atingiram cerca de R$ 553 bilhões e 3.155 agências.
O presidente do Bradesco disse que no momento não planeja outras compras de bancos. Os bancos brasileiros lideram o ranking das marcas mais valiosas no Brasil, segundo estudo da Brand Finance.
O Bradesco manteve a liderança com um valor de marca de R$ 16,265 bilhões.
O Itaú, que antes ocupava a sexta colocação, está agora na vice-liderança, com R$ 11,814 bilhões.

Para Trabuco, spread vai cair
Uma das maiores reclamações sobre os bancos brasileiros é em relação ao spread bancário, isto é, a diferença entre os juros que os bancos pagam para pegar dinheiro e as taxas que cobram do consumidor.
Quanto maior o spread bancário, maior é o lucro. O spread do Brasil é o maior do mundo e 11 vezes o dos países desenvolvidos. Hoje é de cerca de 27,4%, segundo a Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
O presidente do Bradesco disse ontem que o spread deve cair no país. “Com a melhoria da economia brasileira o spread vai cair. A queda da taxa básica de juros e a competição entre os bancos deve ajudar nisso também”, comenta.
Custos são entrave ainda, diz executivo
Luiz Carlos Trabuco Cappi explicou que os spreads também têm dois componentes que poderiam ser revistos pelo governo. Na formação do índice são levados em conta a carga tributária (28%) e os depósitos compulsórios (mais de 40%). Na Inglaterra, por exemplo, o governo cobra 5% de depósitos compulsórios dos bancos.
O outro aspecto para a formação dos spreads é o nível de inadimplência.

Crédito já mostra sinais de recuperação
No ano passado no segundo semestre, a crise financeira mundial causou um freio na oferta de crédito no mundo. Luiz Carlos comenta que no Brasil os setores exportadores foram os mais prejudicados. “O crédito está se normalizando. Os bancos brasileiros têm muita liquidez”, diz.
Ele lembra também que em média apenas 31% da renda das famílias brasileiras está comprometida com crédito, ou seja, há um potencial muito grande para crescer o consumo interno.
O presidente do Bradesco projeta que nas próximas décadas o Brasil deve incorporar 100 milhões de brasileiros no sistema produtivo.
Ele cita também que mesmo num ano de crise o Brasil deve receber entre US$ 25 e US$ 28 bilhões. Ano que vem a estimativa é de US$ 35 bilhões. “O Brasil sai da crise econômica diferenciado. O mundo percebeu que o Brasil é diferente. Aqui existe mobilidade social. A Índia, por exemplo, tem um mercado gigante mas sua inclusão social é baixa”, afirma.
Sobre crédito habitacional, Luiz Carlos diz que o Bradesco deve entrar mais nesse mercado. “Com a tendência de redução da taxa básica de juros [hoje 8,75% ao ano], vamos dilatar mais o prazo, que hoje chega a 30 anos”, diz.