quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Indústria de bebidas mira o uso racional da água


Hoje a água é um recurso natural disponível, mas há previsões nada otimistas para o futuro que levam a indústria a repensar seus métodos.

A Ambev, que tem uma cervejaria em Agudos (19 km de Bauru), e a Spaipa, que produz refrigerantes da Coca-Cola em Marília (106 Km de Bauru) e tem uma unidade de água mineral aqui, são exemplos.

Maior fabricante de cerveja do país, a AmBev vai traçar este ano sua Water Foot Print, a “pegada de água”. A ideia é monitorar quanto do produto é gasto na cadeia de produção e racionalizar.

Nos últimos seis anos, a Ambev reduziu em 23% o consumo. Em 2008, foram usados 4,11 litros de água para cada litro de bebida contra 4,19 litros de 2007.

A redução no último ano significa volume não captado de 815 milhões de litros, suficiente para abastecer num mês uma cidade de 150 mil habitantes.

Meio ambiente é preocupação
A fábrica da Ambev de Agudos terá um investimento de R$ 184 milhões em 2010. Com isso, a filial terá sua capacidade de produção ampliada em 43%. Além da unidade fabril, a companhia também mantém na cidade um CDD (Centro de Distribuição Direta), que juntos empregam 802 pessoas.

A fábrica tem importância estratégica para os negócios da AmBev e abastece, além da região, os mercados de Paraná, Ribeirão Preto, oeste de Minas Gerais, Mato Grosso, e outras cidades do norte de São Paulo.

A água significa 95% da produção da cerveja.
“As unidades da Ambev procuram diminuir a necessidade de captação de água, reduzir o consumo de energia, aumentar o índice de reciclagem dos resíduos e diminuir a emissão de poluentes”, afirma o gerente fabril Fernando Maffessoni.

A companhia promove treinamentos sobre o tema.

Spaipa coleta água de chuva
A Spaipa passou por ampliação no ano passado. A filial passou a ter 45 mil metros quadrados em área e capacidade de produção para mais de 156 milhões de caixas de bebidas/ano.

Desde 2007 foi implantado sistema de coleta de água da chuva com previsão de economia de 1% a 2% no consumo mensal.

Hoje, o Sistema Coca-Cola Brasil utiliza 2,08 litros de água para cada litro de bebida produzido, incluindo o litro que vai dentro da embalagem, um dos melhores índices da indústria do mundo.

Há 12 anos esse índice girava em torno de cinco litros. O sistema segue política mundial para recursos hídricos baseada em três “Rs”: reduzir a água; reciclar e reabastecer as comunidades e a natureza.

Programa objetiva a qualidade do produto
Nos 16 fabricantes dos produtos da Coca-Cola no Brasil, além de Del Valle e Leão Junior, o Programa Água Limpa trata, entre outras coisas, da qualidade da água que é devolvida à natureza pelos fabricantes e da economia na utilização do produto.

Hoje, a capacidade de captação da chuva em todas as fábricas, incluindo a sede, é de 89 milhões de litros de água por ano.

Reaproveitamento na hora da limpeza
Na Ambev, toda a água proveniente da produção é reaproveitada em atividades como lavagem de tanques, garrafas e limpeza em geral. A água que enxagua as garrafas é aproveitada, por exemplo, para lavar os engradados. Na pasteurização, a mesma água usada para elevar a temperatura da cerveja é usada para resfriá-la, o que reduz a captação.

A empresa possui 37 estações de tratamento instaladas em suas fábricas nas Américas para devolver água limpa. Juntas, possuem capacidade para tratar 240 mil metros cúbicos de efluentes por dia - índice suficiente para abastecer uma população de 5,6 milhões de habitantes, semelhante a uma cidade que possui quinze vezes a população de Bauru.

No caso de Agudos, além do consumo de água abaixo da média anual da companhia, a unidade é uma das oito plantas de biomassa.
“O investimento da Ambev em energia limpa resultou em uma matriz energética calorífica constituída por 29% de fontes renováveis, o que diminui a emissão de gases causadores do efeito estufa. Nos últimos cinco anos, a redução no índice de emissão de CO2 foi de 35%, o equivalente ao plantio de 1,6 milhão de árvores”, conta o gerente.

Outra preocupação é com resíduos descartados. Em 2008, a companhia reaproveitou 98,2% dos subprodutos.

Ciesp alerta para escassez já próxima
A água é um recurso fundamental para a vida e o futuro dos negócios em um mundo que deve sofrer grandes modificações hidrológicas por conta das mudanças climáticas.

Até 2030, segundo as projeções de especialistas, 47% da população mundial estará em áreas de alto estresse hídrico.

O engenheiro agrônomo e coordenador de Meio Ambiente do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em Bauru, Caio Cesar Passianoto, comenta que o problema não está tão distante do Brasil.

“Hoje estados como Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte já possuem uma baixa disponibilidade hídrica. E São Paulo, Rio de Janeiro e Piauí possuem uma disponibilidade hídrica suficiente, no entanto, na região metropolitana de São Paulo já estão ocorrendo problemas de escassez e vulnerabilidade, causados por um desequilíbrio entre a oferta e a demanda, agravados pelos elevados níveis de poluição”, comenta.


Manual
O Ciesp, juntamente com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de

São Paulo), editou um Manual de Orientações para o Setor Industrial referente a esse assunto, ou seja, a conservação e o reuso de água.

Encontram-se também abertas as inscrições para o Prêmio Fiesp de Conservação e Reuso de Água.

Pelo quinto ano consecutivo se incentiva a difusão das práticas que promovam o uso eficiente da água, resultando em redução do consumo e gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais.

O envio dos projetos vai até 10 de fevereiro de 2010.


Prejuízos
Caio aponta que qualquer uso exagerado da água pode trazer prejuízos ao meio ambiente como um todo.

“O certo é que caso a sociedade como um todo não participe dessa mudança de hábito, certamente teremos algum reflexo na disponibilidade de água, seja pela falta ou pelo elevado custo que teremos para consumir o necessário”, diz.

A ONU calcula que, em 25 anos, 2,8 bilhões de pessoas viverão em regiões de seca crônica. Especialistas estimam que metade da água potável dos países em desenvolvimento é ilegalmente desviada ou desperdiçada.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Construção terá impulso milionário durante o ano

Financiamentos imobiliários com prazos mais longos, programa Minha Casa Minha Vida do governo, recuperação econômica com o fim da crise financeira internacional, além da expansão da renda e do emprego.

Tudo isso vai elevar em muito os investimentos da construção civil em Bauru em 2010 na esteira do crédito para a casa própria, que dobrou em 2009 e chegou a R$ 47 milhões em financiamentos no Brasil, segundo a Caixa Econômica Federal.

Só o Minha Casa, Minha Vida tem R$ 109,2 milhões em investimentos previstos com 2.228 casas ou apartamentos (veja mais no info). Anteontem, após expectativa de quase um ano, a prefeitura assinou os primeiros contratos para baixa renda – 400 apartamentos populares.
O SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) projeta um crescimento de 8,8% no setor em todo o Brasil.

Para o diretor regional da entidade, Renato Parreira, Bauru e região também terão esse desempenho. “É evidente que os recursos públicos como o PAC não chegam em nossa região com a mesma intensidade de grandes centros, mas pelo excelente desempenho dos financiamentos da Caixa somado ao de grandes empresas, mais os programas assistenciais, vai ser um excelente ano para construção civil.”

Após freio no emprego, cenário é positivo
O ano da crise – 2009 – foi ruim em Bauru para empregos diretos. Segundo o Ministério do Trabalho, o setor contratou 7.610 pessoas e desligou 9.002 – ou seja, o ano fechou com um saldo de menos 1.392.

Renato Parreira aponta que Bauru e Região sentiram bastante os reflexos da crise, repercutindo na taxa de emprego como no restante do país, mas prevê um ano melhor. “Acreditamos que a evolução dos empregos disponíveis vai acompanhar as taxas de crescimento do setor. Assim sendo, Bauru possui aproximadamente 10 mil trabalhadores formais e pelo menos 5 mil informais. Acreditamos que teremos em Bauru pelo menos 1,5 mil empregos e assim proporcionalmente para os informais.”

Imobiliário
Quem deve ajudar nisso são os financiamentos imobiliários. Segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), os recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) devem somar R$ 50 bilhões em 2010, dos quais R$ 30 bilhões para pessoas físicas e R$ 20 bilhões para construtoras: uma alta de 47% em relação a 2009.

Para você que lê esta matéria, a dica que parece óbvia, mas é preciosa: pesquise sempre qual a melhor opção de imóvel para sua condição atual. E com pés no chão.

BOM DIA pergunta; a Caixa responde
Quanto a Caixa liberou em crédito habitacional para Bauru e região em 2009?
R. A Caixa liberou R$ 529.624.000,00 na região de abrangência da Superintendência Regional.

Foram quantas moradias construídas em Bauru e região em 2009?
R. Foram contratados 15.342 financiamentos habitacionais.

Qual a previsão em 2010?
R. Igualar ou superar.

Abrangência

A Caixa informa que a população beneficiada com a liberação dos créditos habitacionais na região de Bauru atinge 61.850 pessoas. As metas são sempre de igualar ou superar os períodos anteriores.

Convém lembrar que Caixa Econômica Federal encerrou o ano de 2009 com a maior contratação habitacional de sua história. Segundo balanço divulgado durante a semana, a Caixa emprestou durante o ano passado 71% de todo o crédito imobiliário do mercado. O volume de financiamentos fechou em R$ 47,05 bilhões, dos quais R$ 14,1 bilhões foram destinados ao Programa Minha Casa, Minha Vida.

Vendas extraordinárias esperam ser superadas

Segundo a pesquisa interna da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), entidade que representa 138 mil lojas de material de construção no país, o varejo do setor apresentou um crescimento de 4,2% em 2009 em relação a 2008, atingindo um faturamento total de R$ 45,04 bilhões.

De acordo com a associação, no mês de dezembro, o crescimento em relação a novembro foi de 4,5%. Já em relação a dezembro de 2008, a alta registrada foi de 20%. “Sem dúvida, crescer 4,2% em relação a 2008, que foi um ano recorde para nosso segmento, se mostrou um resultado extraordinário”, comemora Cláudio Conz, presidente da entidade.

“Começamos o ano com retração de 15% no primeiro trimestre e tivemos uma melhora em março e abril, devido especialmente à redução do IPI ]Imposto Sobre Produtos Industrializados]. Daí para frente, fomos melhorando mês a mês.”

Cláudio Conz continua: “Em 2010, para um crescimento do PIB previsto em mais de 5% esperamos crescer acima de 10%.”

“Há aumento de renda da população. Em 2010, os números dos financiamentos habitacionais com recursos da poupança serão recordes, acima de R$ 40 bilhões, e assim, bem superiores aos R$ 30 bilhões de 2008 e 2009.”

Eduardo, 20: começando do zero
O agricultor Eduardo Ivan Pires, 20 anos, vai construir sua primeira casa e iniciou todos os procedimentos de pesquisa de preços.

“Vou começar do zero, corro atrás de tudo: cimento, cal, válvulas, areia. Vou gastar pelo menos R$ 8 mil agora, mas estou gostando dos preços”, diz enquanto é atendido na loja Bigolin da avenida Rodrigues Alves, quadra 14, Centro.

O mecânico Romualdo Cipriano, 39, encara o desafio de construir e reformar. “É que estou fazendo minha casa no Vista Alegre e ajudando minha mãe a reformar a dela, no Gasparini.”

Voz do comércio
Da quadra 16 da rua Bernardino de Campos, Vila Souto, o dono da loja Cimenfer observa: “Mesmo com janeiro chuvoso, o movimento vem crescendo.”

Mas Antonio Fernando Redondo, 41 anos, 12 de comércio, alerta para um efeito colateral desse impulso todo. “A indústria está um pouco saturada, já trabalha no pico. Se a demanda subir demais, a tendência é de aumento nos preços.”

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Cadbury aceita proposta de compra da americana Kraft

Divulgação
A indústria britânica de doces Cadbury aceitou na terça-feira uma oferta de compra de 11,9 bilhões de libras (R$ 34,5 bilhões) feita pela norte-americana Kraft Foods. A gigante de alimentos norte-americana  concordou em pagar 840 pence por cada ação da Cadbury, bem como um dividendo de 10 pence, o que aumentou significativamente o valor em dinheiro. A moeda britânica é a libra esterlina. Ela é dividida em 100 pence (centavos). Na terça-feira 1 libra esterlina valia R$ 2,89522.

A operação criará a maior fabricante de doces do mundo. Em Bauru fica a fábrica brasileira da multinacional  Cadbury, empregando 1,2 mil pessoas, a maior indústria da cidade. Ela fabrica confeitos e gomas de mascar.

A presidente-executiva da Kraft, Irene Rosenfeld, melhorou a oferta da companhia americana com mais dinheiro e reduziu o número de ações da proposta para convencer o presidente do conselho de administração da Cadbury, Roger Carr.

Procurada, a Cadbury  divulgou por meio de sua assessoria apenas que o conselho da Cadbury recomendou que os acionistas aceitem a oferta revisada da Kraft, que representa valor 13% superior à última oferta e está 50% acima do valor das ações da companhia antes da proposta.

O prazo final para os acionistas aceitarem a oferta da Kraft permanece dia 2 de fevereiro. Se aceita a oferta, a Cadbury plc fará parte da Kraft Foods a partir dessa data.

A Kraft ainda pode teoricamente ser passada para trás por uma oferta concorrente,  as autoridades do Reino Unido estabeleceram um prazo até 26 de janeiro para  qualquer outra oferta.

A Kraft no Brasil foi procurada e disse que por enquanto não comentaria a transação.


Faturamento no Brasil é de R$ 1 bilhão
No Brasil, a Cadbury faturou em 2009  R$ 1 bilhão. No mundo a Cadbury atua em 60 países e em 2009 faturou 6 bilhões de libras esterlinas (R$ 17,3 bilhões).

A fábrica de Bauru da Cadbury ocupa área de 32 mil m².  A maior parte da produção, concentrada nas marcas Trident, Halls, Chiclets e Bubbaloo, é destinada ao mercado nacional. Uma parte do que é produzido nacionalmente é exportada para países como África do Sul, Colômbia, Estados Unidos, entre outros.

A primeira fábrica da empresa, que na época chamava-se Adams, foi instalada em São Paulo em 1944. Ela pertencia à American Chicle Company -  a mesma fundada por Thomas Adams, inventor da goma de mascar -  e foi comprada em 1964 pela Warner Lambert, que transformou a Adams em sua divisão mundial de confeitos. Já em 1999, a Pfizer comprou a Warner Lambert, e passou a preparar a divisão de confeitos para a venda, fato que aconteceu em 2003, quando a Adams passou a integrar a Cadbury. Em 2005 a fábrica migrou  para Bauru.

A Cadbury é uma empresa de origem inglesa, fundada em 1824 por George e Richard Cadbury, em Birmingham. A Kraft Foods é a maior empresa de alimentos dos Estados Unidos e a segunda maior do mundo. Fabrica marcas como Lacta, Maguary, Tang, Nabisco, Royal, Clight e Philadelphia Cheese.


Juntas, Kraft e Cadbury devem somar R$ 5 bilhões

A efetivação da compra da britânica Cadbury pela norte-americana Kraft deve representar para o Brasil uma só empresa com um faturamento de cerca de R$ 5 bilhões.

O valor corresponde ao faturamento da Cadbury em 2009 (R$ 1 bilhão) e mais a operação da Kraft no Brasil. Em 2008, a companhia teve um faturamento bruto de R$ 4 bilhões (os resultados de 2009 ainda não foram divulgados). No Brasil a Kraft tem  quatro fábricas e cerca de 7 mil funcionários.

Em Bauru fica a fábrica brasileira da multinacional  Cadbury, empregando 1,2 mil pessoas – a maior indústria da cidade. Ela fabrica confeitos e gomas de mascar de marcas conhecidas.

As duas empresas informaram à SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, e à Seae (Secretária Especial de Acompanhamento Econômico), do Ministério da Fazenda, que a compra não vai gerar concentração de mercado no Brasil.

Pessoas ligadas à fabricante de chocolates norte-americana Hershey, que vinha preparando uma contraoferta pela Cadbury, afirmaram ao Wall Street Journal  que a empresa provavelmente abandonaria a corrida caso a Cadbury e a Kraft chegassem a  acordo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Gol vai operar em Bauru com tarifas a partir de R$ 79


Depois de idas e vindas a Gol Linhas Aéreas vai começar a operar no aeroporto Moussa Tobias no dia 1o. de fevereiro.
       Segundo o diretor comercial da empresa, Eduardo Bernardes, a operação em Bauru terá um voo diário de segunda à sexta para o aeroporto de Congonhas. “As passagens já estão à venda no site da Gol a partir de R$ 79, desde que o consumidor compre a passagem com 21 dias de antecedência”, disse.
       Para conseguir uma passagem por R$ 79 o passageiro também deve comprar a ida e a volta. O preço de uma passagem aérea também pode variar por condições como demanda e o dia da semana. Segunda e sexta, por exemplo, são dias mais caros.
       O avião que atenderá o aeroporto Bauru-Arealva será um Boeing 737 700 com capacidade para 144 passageiros. Ele sairá de Congonhas às 11h30, com previsão de chegada em Bauru às 12h55. Ele partirá para Congonhas às 13h30 com previsão de pouso às 14h22.
       O executivo da Gol afirma que não está descartada a possibilidade de incluir mais uma rota diária em Bauru. "Quem vai determinar a quantidade de voos é a demanda do mercado. Em Presidente Prudente, por exemplo, depois de cerca de seis meses de operação a Gol inclui mais um voo”, conta.
       A Gol voltou a ameaçar a liderança da TAM no mercado de aviação doméstica em dezembro. Segundo dados divulgados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) semana passada, a TAM, controla 43% do mercado, enquanto a Gol, detém uma fatia de 42%.
       O que contribui para a aproximação da companhia é o crescimento mais expressivo no número de total de passageiros transportados pela Gol, de 36,2%. A TAM, em contrapartida, teve um aumento mais tímido, de 20,7%. A taxa de ocupação também foi maior dentro das aeronaves da Gol, alcançando a média de 77,1% dos assentos ocupados nos vôos, contra 69,6% da líder.
       Eduardo espera aumentar em muito os passageiros com a operação em Bauru e as tarifas competitivas da Gol. Para adquirir passagens mais baratas, além de comprar com 21 dias de antecedência, outra opção é o consumidor ficar no destino por pelo menos 10 dias.

Saiba mais
Gol: www.voegol.com.br
Pantanal: www.voepantanal.com.br
Passaredo: www.voepassaredo.com.br


Preços para São Paulo começam em R$ 59,18
       O preço da passagem de ônibus Bauru-São Paulo hoje está em R$ 59,18 pela Reunidas Paulista e R$ 61,70 pelo Expresso de Prata.
       Uma viagem em carro de passeio para São Paulo paga em pedágios na ida R$ 38 e na volta R$ 49, total de R$ 87. A cobrança ocorre em Agudos, Areiópolis, Botucatu, Itapevi, Itatinga, Quadra, Boituva e Itu.
       A Pantanal tem tarifas para Congonhas a partir de R$ 179. A Passaredo cobra a partir de R$ 164 para descer em Guarulhos. A taxa de embarque no aeroporto é de R$ 11,58.
       O aeroporto Bauru-Arealva foi aberto no dia 23 de outubro de 2006 e chegou a ter quatro empresas aéreas operando. Hoje a Pantanal e a Passaredo realizam voos para São Paulo e Guarulhos, respectivamente.


 Novos mercados são descartados
       A Gol, que completou nove anos na sexta-feira, terá em Bauru o mercado de número 50 no Brasil. Sobre a possibilidade de expandir a operação para outras cidades da região, como Marília, Eduardo diz que isso ainda não está previsto. “Sempre avaliamos novos mercados, mas neste momento não temos planos de iniciar outra rota a não ser Bauru”, diz.
       Os passageiros da Gol que saírem de Bauru também poderão aproveitar as conexões da empresa em Congonhas. “Pelo horário de chegada haverá possibilidades, por exemplo, de voar para  cidades como Belo
Horizonte, Brasília, Curitiba, Navegantes (SC), Salvador e Rio de Janeiro. Essas conexões também já estão disponíveis no sistema”, afirma.
       Os clientes Smiles da Gol também acumulam milhas para as viagens futuras.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Rede social ajuda a ‘botar a boca no trombone’




Uma rede social como o Orkut tem no Brasil mais de 23 milhões de usuários. De olho no potencial de interatividade dessa nova forma de comunicação, uma ONG de São Paulo criou uma rede social com foco no debate dos problemas das cidades.
Com a primeira versão criada em março, o portal Cidade Democrática conta com 785 participantes que fizeram, somente no Estado, mais de 260 propostas e apontaram 220 problemas relacionados a transportes, meio ambiente, cultura, saúde e educação.
A instituição responsável é o Instituto Seva, uma associação da sociedade civil sem fins lucrativos no bairro de Pinheiros, na Capital.
Seu diretor é Rodrigo Bandeira de Luna, 38 anos, mestre em administração pública e governo e graduado em administração de empresas.
“A participação é totalmente gratuita. No portal é possível colaborar com a inserção de textos, fotos, vídeos e qualquer outro conteúdo que possa ser encontrado por meio de um link usando a web 2.0”, explica.
Saiba mais
Site: www.cidadedemocratica.org.br


'Espaço virtual é democrático'
Paulo Milreu, consultor e especialista em mídias digitais e sociais, é também criador de uma rede social para discutir Bauru (Fórum Bauru). Ele avalia que a interatividade aberta é uma das principais qualidades desse tipo de comunicação. “Uma rede social aberta é um espaço democrático, igualitário, para todos se manifestarem e abrirem ou participarem de discussões. Ajuda e muito a discutir todos os temas, pois pode ter a participação da população, de comunidades, de ONGs, de profissionais, e de formadores de opinião”.
O termo web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web, tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A ideia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo.
Além do Orkut, Paulo também cita como uma das mais importantes redes sociais atualmente o Facebook, que tem mais de 300 milhões em todo o mundo e quase 6 milhões no Brasil. Junto com o Twitter, o Facebook é a rede que mais cresce.

Saiba mais
Site: www.forumbauru.com.br


Jundiaí leva lista a vereadores
Até neste domingo o site Cidade Democrática ainda não tinha participações de Bauru. O município do Interior de São Paulo com mais participação é Jundiaí (distante 292 km de Bauru), com 160 pessoas, 65 propostas e 834 comentários.
Rodrigo Bandeira conta que a cidade tem grande participação no site graças à colaboração da ONG Voto Consciente Jundiaí.
A maior parte dos tópicos está relacionada à cidadania e participação na vida política da cidade. A principal questão é em relação à falta de ciclovias.
O movimento levou à criação de uma lista com 12 propostas, chamada de Agenda Cidadã e que atualmente tem pontos sendo discutidos pelos vereadores.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Agências faturam R$ 30 bi e miram futuro melhor

O investimento publicitário, que poderia encolher em 2009 por conta da crise, vai somar algo em torno de R$ 30,2 bilhões, o que significa uma melhora de 3% em relação ao total de 2008, segundo pesquisa nacional do grupo M&M (Meio & Mensagem).

De acordo com o diretor da MR\Tempo Propaganda e vice-presidente da APP (Associação dos Profissionais de Propaganda de Bauru e Região), Paulo Razera, em Bauru e região os investimentos publicitários de 2009 acompanharam a tendência do restante do país. “Alguns setores, em especial aqueles mais ligados ao mercado externo, sentiram um clima negativo no primeiro semestre, comprometendo os resultados do ano inteiro. No entanto, quem estava de olho no crescimento do mercado interno aproveitou as oportunidades e saiu ganhando”, comenta.

Segundo o M&M, no final do ano os anunciantes não só confirmaram investimentos para 2010 como fecharam contratos maiores.


Anúncios de vendas foram alvo
Segundo o M&M, as empresas deixaram campanhas de fortalecimento de marca de lado em 2009 e deram mais enfoque a projetos que poderiam gerar vendas naquele momento.

Paulo Razera explica que as campanhas de varejo são as que geram resultados de vendas mais rápido. “O setor automobilístico, por exemplo, aumentou bastante seu volume de investimentos e passou pela turbulência de 2009 sem grandes problemas”, lembra.

O rádio, a internet e a TV foram as únicas mídias que tiveram crescimento no faturamento publicitário em 2009, de acordo com o M&M, justamente pelo foco maior em vendas.

“Esse aumento nos investimentos em varejo se intensificou em 2009, o mesmo ocorrendo com os supermercados e outros setores. Isso é ainda mais evidente em nosso mercado publicitário do interior, e principalmente em cidades como Bauru, que tem grande força nos setores de serviços”, finaliza.

Todas as mídias devem crescer em 2010
A perspectiva do grupo M&M para 2010 é que todas as mídias devem crescer. A explicação para isso fica por conta da Copa do Mundo e das eleições.

A avaliação de Paulo Razera é que isso também deve se refletir na região. “Apesar de a Copa do Mundo e as eleições não impactarem tão diretamente os investimentos publicitários em nossa região, 2010 tem tudo para compensar perdas, com a volta dos investimentos reprimidos no ano anterior e principalmente a consolidação desse crescimento do mercado interno”, comenta.

Uma mídia que deve ter retomada neste ano são os jornais. A pesquisa da M&M apontou que os jornais tiveram diminuição de 11% nos investimentos publicitários em 2009, uma vez que sofreram com a queda do mercado imobiliário.

Outra esperança de aumento de faturamento para as agências de publicidade em 2010 está no aumento de consumidores no mercado interno, com a melhora da renda ou o aumento de pessoas da classe C.

“Quando o consumo cresce, o mercado publicitário sempre reage positivamente. São mais pessoas com poder de compra, mas que só investirão o seu dinheiro em produtos ou serviços de sua total confiança. O que os empresários precisam é de alguém que atraia o seu público, apresente seus produtos, valorize suas marcas e mostre quem é o melhor, papel da publicidade”.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

TAM compra Pantanal por R$ 13 milhões e reforça liderança



A companhia aérea TAM anunciou ontem a compra da Pantanal, pequena empresa do setor, por R$ 13 milhões. A transação ainda precisa ser aprovada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Fundada em 1993, a Pantanal opera entre as cidades de  São Paulo (Congonhas), Araçatuba, Bauru, Presidente Prudente, Marília, Juiz de Fora (MG) e Maringá (PR).
De acordo com o consultor da Pantanal, Flávio Machado, a TAM manterá as atividades e rotas da companhia, que passa a ser uma das empresas do grupo.
A Pantanal está em recuperação judicial, que já foi homologada e segue seu curso normal. A empresa possui, além de uma dívida tributária de R$ 53 milhões, que está enquadrada no Refis (pagamento em 15 anos), tem também um passivo de R$ 18 milhões com fornecedores, sendo quase R$ 5 milhões com a própria TAM.
A TAM encerrou novembro com participação de 44% do mercado nacional de aviação, ante 42,25% da principal rival, a Gol. Já a Azul, que começou  a operar há um ano, obteve fatia de 4,31% no mês passado, e a Webjet de 4,56%. A Pantanal até então era a oitava neste ranking nacional, com 0,16% de participação.
Segundo a presidente do Conselho de Administração da TAM S.A., Maria Cláudia Amaro, a aquisição da Pantanal tem um grande valor estratégico.
“Iremos assistir a um aumento expressivo no número de passageiros nos próximos seis anos, com os eventos da Copa do Mundo de 2014 e das Olímpiadas do Rio de Janeiro em 2016. Além disto, o desenvolvimento dos setores de agronegócio, mineração e energia renovável tem ampliado exponencialmente a utilização do transporte aéreo para cidades de densidade populacional média”, destacou Maria Cláudia.
O projeto é renovar a frota da Pantanal, atualmente de três aeronaves ATR42 com capacidade para 45 passageiros.

Frota Bauru-Frankfurt deve voltar
De acordo com a presidente do Conselho de Administração da TAM S.A., Maria Cláudia Amaro, as perspectivas de crescimento da Pantanal terão como alicerce uma grande sinergia com as empresas do grupo. A Pantanal deve passar a compartilhar serviços, plataforma tecnológica, manutenção e reparos, além de fazer parte do Multiplus Fidelidade.
“Vamos ligar Bauru a Frankfurt, só para citar uma dessas possibilidades  de ampliação da cobertura geográfica”, destacou.
Essa conexão já existiu em Bauru até 2003, quando as duas empresas chegaram a ter uma parceria. Era possível viajar saindo de Bauru ou Marília para Miami, Paris, Frankfurt e outras cidades que a TAM atende no Brasil.
A compra da Pantanal e a estratégia de lançamento de uma unidade vem também depois que a TAM decidiu anos atrás se concentrar nos grandes centros do país, eliminando os aviões Fokker 100 e padronizando a frota com aeronaves Airbus.
Paralelo a compra da Pantanal pela TAM, a Anac conseguiu semana passada no STJ uma decisão que garante a redistribuição de 61 slots (espaços de pouso e decolagem) dos 196 que a Pantanal possui em Congonhas. A agência afirma que a Pantanal subutiliza os slots.
Ontem a assessoria de imprensa da Anac afirmou que a redistribuição dos 61 slots está mantida. A Pantanal mantém outros 135 slots em Congonhas que poderão ser operados pela empresa que a adquiriu.