terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nova bandeira de cartões, Elo vai focar as classe C, D e E

A nova bandeira Elo de cartões, lançada em abril pelos bancos Bradesco e Banco do Brasil, ganhou nesta segunda-feira mais um sócio: a CEF (Caixa Econômica Federal) também fará parte de uma empresa a ser constituída que fará a gestão da bandeira.

Em entrevista nesta segunda em São Paulo, os diretores dessas instituições financeiras falaram sobre seus planos, que pretendem conseguir 15% do mercado nacional em cinco anos.

O foco da nova bandeira serão as classes de renda menor, como as C, D e E, e a população não bancarizada do país, no setor de cartões de crédito, débito e vales.

A meta é que o primeiro cartão Elo esteja disponível em outubro deste ano. A CEF terá um terço de participação na holding (empresas em atuação conjunta) que administrará a empresa. BB e Bradesco terão outros um terço cada. O controle ficará com o Bradesco.

No memorando assinado nesta segunda, os três bancos também anunciaram que estudam aumentar a participação de hoje de 1,14% da CEF na Cielo, que tem Bradesco e BB com as maiores participações, 28,65% cada.

Preços menores
Durante a entrevista coletiva, o presidente do BB, Aldemir Bendine, afirmou que a Elo pretende oferecer preços menores. “Os produtos terão preços e condições diferenciados da concorrência”, fala.

Há hoje, de acordo com as instituições, cerca de 40 milhões de pessoas aptas a entrar nesse mercado de consumo do “dinheiro de plástico”.

A CEF também anunciou nesta segunda que estuda integrar o uso de seus caixas eletrônicos com o BB e o Bradesco. Os três bancos têm cerca de 100 milhões de clientes.



sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Abrir sites de pequenas empresas vai custar R$ 30

Uma ferramenta essencial para negócios hoje, a internet, vai ficar mais próxima para microempreendedores e pequenas empresas. A partir de outubro eles vão pagar apenas R$ 30 por ano por esse benefício.


O NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do .br), braço executivo do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), criou um domínio voltado apenas para as pequenas empresas, o “.emp.br”.

O NIC.br estabelecerá um memorando de entendimento com os provedores para que, no ato do registro de um domínio “.emp.br”, eles forneçam ao interessado uma página simples na internet com identificação, localização e atividade exercida.

O valor do registro dos domínios será reduzido para R$ 15 e, seguindo o acordo de entendimentos, o provedor oferecerá a hospedagem da página da pequena e microempresa por, no máximo, outros R$ 15, totalizando R$ 30 ao ano.

“A possibilidade de clientes encontrarem empresas de seu interesse facilmente será um grande ganho para a economia e para a sociedade como um todo”, diz Augusto Cesar Gadelha Vieira, coordenador do CGI.br.

Lista

A partir do dia 1º de setembro, o NIC.br manterá em seu site uma lista dos provedores que estarão habilitados a oferecer o registro do domínio sob o “emp.br” acompanhado de sua respectiva página na internet.

Segundo o CGI.br, atualmente cerca de 51% das empresas no país que usam internet já possuem um site.

Neste ano, já há mais de 2 milhões de domínios em geral registrados no país.




Mais informações

Site: www.nic.br

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Panini investe para Brasil ser líder em figurinhas

A Panini lança no domingo o álbum do Campeonato Brasileiro 2010 com a missão de manter uma conquista atingida este ano: manter o Brasil com o maior faturamento no mercado de figurinhas no mundo.

Ontem em São Paulo a Panini Brasil apresentou o projeto do Campeonato Brasileiro 2010. Serão investidos
R$ 5 milhões em toda a estratégia de produção e divulgação.

O presidente da Panini Brasil, José Eduardo Severo Martins, afirma que a empresa passou a apostar muito no Brasil depois dos resultados do álbum oficial da Copa de 2010. Foram atingidos cerca de 3 milhões de colecionadores e o Brasil teve o maior faturamento no mundo com o álbum da Copa, batendo a Alemanha, tradicional consumidora do Panini Group, grupo italiano que atua em mais de 25 países.

O diretor comercial e de marketing da Panini Brasil, Marcio Borges, espera que o álbum do Campeonato Brasileiro 2010 atinja 1,5 milhão de colecionadores.

“Contamos com essa febre do futebol no país. De agora até 2014 o assunto do momento será o futebol”, diz.

Novidades

Wilson Manfrinati, assessor de futebol da Panini Brasil, conta que o álbum deste ano foi reformulado para atrair mais público, de várias faixas etárias.

São 521 figurinhas autoadesivas representando todos os 40 times das Séries A e B, algo que a Panini não fazia há três anos. “Só com ele [álbum] completo vamos representar de fato o campeonato, todos os torcedores serão atendidos”, afirma.

As bordas das figurinhas serão douradas e pela primeira vez o álbum já trará lances do campeonato deste ano. Outra novidade é que todas as páginas dos clubes da Série A terão como destaque um ídolo que fez história e também um craque do clube no presente.

A publicação de 68 páginas também traz informações sobre atletas e clubes – os títulos de cada time, retrospecto contra rivais e classificação nos últimos anos.



‘Classes C e D já consomem mais’

Divulgação

Wilson Manfrinati e José Eduardo durante a apresentação do projeto ontem

O presidente da Panini Brasil, José Eduardo Severo Martins, afirma ter duas explicações para os bons resultados no país.

“Muito mais pessoas das classes C e D passaram a consumir mais. Hoje a compra de um álbum, de figurinhas adesivas, já cabe em qualquer orçamento”, diz.

Segundo o instituto Data Popular, as classes C e D, devem consumir este ano R$ 808,8 bilhões e as classes A e B, R$ 545,6 bilhões.

Outro motivo apontado por José Eduardo para o grande consumo de figurinhas no Brasil é que isto está inserido no mercado do torcedor. “Clubes e empresas já trabalham melhor no licenciamento de produtos no Brasil. Na Espanha, por exemplo, o álbum do campeonato já vende mais do que o da Copa”, conta.

O álbum do Campeonato Brasileiro 2010 só terá duas ausências. Os jogadores do Corinthians Ronaldo e Roberto Carlos não entraram em acordo sobre o pagamento de seus direitos autorais.

Novas contratações, como Valdívia (Palmeiras) e Belletti (Fluminense), vão entrar num encarte especial no próximo mês.





Saiba mais



Figurinhas

Serão 521 figurinhas autoadesivas de todos os 40 times das séries A e B do Campeonato Brasileiro 2010

São 68 páginas e a Panini Brasil diz que não existirão as chamadas "figurinhas difíceis" porque foi montado uma estrutura de distribuição logística por regiões do país

O envelope com 5 figurinhas vai custar R$ 0,75





Redes sociais

A Panini Brasil vai seguir o exemplo da Copa do Mundo e divulgar o álbum nas redes sociais. A empresa também afirma que essa estratégia facilita em muito a troca de figurinhas entre os colecionadores





Panini

Quem produz o álbum é o Panini Group, criado há quase 50 anos em Modena, Itália. A empresa publica desde 1961 álbuns de figurinhas de futebol e adquiriu os direitos exclusivos para a coleção oficial World Cup 2010 e 2014 - FIFA. Para a Copa de 2010 foram impressas 50 milhões de álbuns e 1bilhão de envelopes no mundo todo





Site

www.torcidapanini.com.br





Fonte: Panini Brasil
 

terça-feira, 27 de julho de 2010

Economia ‘subterrânea’ no Brasil chega a R$ 578 bi

A chamada economia “subterrânea”, que inclui atividades como comércio ilegal, sonegação de impostos, trabalho informal, prostituição, contrabando e tráfico de drogas, no Brasil chega ao grande montante de 
R$ 578 bilhões.

Foi o que revelaram ontem em São Paulo o  Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial) e o Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), com o novo Índice da Economia Subterrânea, que compreende toda a produção de bens e serviços deliberadamente não reportada aos governos.


O valor de  R$ 578 bilhões em 2009 correspondem a impressionantes 18,4% do PIB brasileiro 
(R$ 3,143 trilhões). “Para dar uma ideia da gravidade desse problema, basta lembrar que a economia subterrânea do Brasil supera toda a economia da Argentina [R$ 552 bilhões]”, ressalta André Franco Montoro Filho, diretor executivo do Etco. Ele acredita que esse valor chamará mais atenção da opinião pública para o assunto e abrirá ainda mais espaço para a discussão sobre suas consequências. 

Outros países
De acordo com Fernando de Holanda Barbosa Filho pesquisador da FGV e responsável pelo estudo, a participação da economia subterrânea no PIB dos países ricos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é em média de 10% e nos países emergentes;  30%.


Para elaborar o Índice da Economia Subterrânea, a FGV teve como principal base os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cuja série foi iniciada em 2002.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Com turboélices, Azul terá mais voos no interior de SP


A Azul Linhas Aéreas terá mais voos no interior de São Paulo a partir do 2o. semestre do ano que vem.
O anúncio foi feito na manhã de ontem em entrevista coletiva em São Paulo. Atualmente a empresa tem como base principal o aeroporto de Viracopos em Campinas.
Para atuar em outras cidades do interior do estado o presidente executivo da Azul, Pedro Janot, disse que vai passar a atuar em outro nicho de mercado. “Observamos demanda reprimida em cidades médias, pessoas que chegam a se deslocar até 700 km para poder voar pela Azul. Agora vamos passar a atender essas pessoas em suas cidades”, disse.
O início desse projeto será usando Viracopos para ligar cidades médias do Interior de São Paulo. A ideia é “alimentar” mais  Viracopos com passageiros e fugir de centros tidos como esgotados, como São Paulo e Rio.
Para atender no Interior a Azul também vai passar a adotar uma nova aeronave, a turboélice franco-italiana ATR 72-600s, com 70 lugares. Há um ano meio, a Azul iniciou sua atuação com jatos, usando o Embraer 195.
Ontem Janot confirmou a compra de 20 turboélices e mais a opção de compra de outros 20, um negócio de cerca de US$ 850 milhões.
As cidades que a Azul vai voar no Interior no próximo ano não foram reveladas. “Vai ter que arrancar meus olhos para eu falar”, brincou Janot. Porém ele disse que cidades médias estão no plano e possivelmente devem ter voos, como Bauru, Ribeirão Preto e Rio Preto.
Cidades como essas serão ligadas a Viracopos e de lá terão conexões para destinos como Brasília, Salvador, Porto Alegre, Manaus, Belo Horizonte, entre outras.
Disputa com a Trip é descartada
Divulgação
Miguel Dau durante a coletiva de ontem: estratégia inicial está mantida
Especialistas e executivos do setor aéreo afirmam que a estratégia da Azul com os novos turboélices seria focar a competição na Trip, que já opera nove turboélices ATR 72-500, e deixar de lado as grandes TAM e Gol.
Ontem Pedro Janot e o vice-presidente técnico-operacional, comandante Miguel Dau, negaram essa estratégia. “Não estamos abandonando nossa estratégia inicial, do hub bypass [estratégia de evitar aeroportos esgotados], ao contrário, isso agora será reforçado”, disse Janot.
Ontem a Trip por meio de sua assessoria de imprensa disse que também tem a intenção  de expandir sua atuação nas regiões em que já atua. No Interior, a empresa tem voos em Araçatuba, Campinas e Rio Preto.
Segundo a  Anac (Agência Nacional de Aviação Civil),  no mês passado a Trip teve 2,37% do fluxo total de passageiros no país e a  Azul teve  5,8%.
Anteontem a Embraer confirmou também a venda de cinco jatos do modelo 195 para Azul e dois Embraer 190 para a Trip.
‘Campinas precisa de atenção‘
Para o   vice-presidente técnico-operacional da Azul, comandante Miguel Dau, a aeroporto de Viracopos em Campinas tem condição de atender a demanda extra que a Azul vai buscar no Interior e em outras regiões do país.
Mas ontem ele reconheceu que há problemas. A companhia portuguesa TAP recentemente começou a operar em Viracopos e já há rumores de outras companhias interessadas da China e da Europa. “A infraestrutura de Viracopos precisa ser melhorada para essas novas empresas. A TAP teve problemas graves em seu terminal”, afirma Miguel.
Viracopos, que é administrado pela Infraero, vem apresentando um super crescimento de passageiros. Em 2002 eram 787.161 e no ano passado foram 3.364.300 passageiros, alta de 327%. No dia 14, a Infraero prometeu R$ 6,48 bilhões para os aeroportos brasileiros, entre eles Viracopos, por conta da Copa de 2014.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Trem-bala tem edital lançado em ato pró-Dilma



O governo federal lançou ontem  o edital do TAV (Trem de Alta Velocidade), conhecido como trem-bala, que  ligará o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas.
Serão obrigatórias estações na cidade do Rio de Janeiro, no aeroporto do Galeão, em Aparecida, em Guarulhos, no centro de São Paulo (Campo de Marte), em Viracopos e em Campinas. Duas estações são consideradas opcionais, em Jundiaí e em Resende (RJ). O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) estima a criação de 72 mil empregos.  
 No lançamento do edital, o presidente  Luiz Inácio Lula da Silva não poupou a chance de fazer palanque e creditou à candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, o sucesso do trabalho. “Na verdade, não poderia falar o nome dela por conta da campanha eleitoral, mas a história a gente não pode esconder por conta de eleição. A verdade é que a companheira  Dilma Rousseff assumiu a responsabilidade de fazer esse TAV”, disse Lula. 
O  leilão que definirá a empresa ou consórcio que será responsável pela construção do trem-bala será 16 de dezembro. Vence  quem oferecer a menor tarifa. O preço inicial será de 
R$ 199,73 e valor máximo de R$ 0,49 por quilômetro.
O total do projeto é  de 
R$ 33,1 bilhões previstos para o projeto. O presidente Lula afirmou ser plenamente “possível inaugurar essas obras até 2016” para as Olimpíadas do Rio.

Caixa prevê financiar moradias em até 72 horas


A CEF (Caixa Econômica Federal) pretende tornar mais rápida a liberação do financiamento habitacional no país.
Ontem a área de habitação do banco em sua  matriz, em Brasília, informou que atualmente a meta da CEF é  concluir as operações de crédito imobiliário em até nove dias. Este prazo ainda varia, dependendo da capacidade operativa das agências.
Mas o banco pretende dar um “pulo do gato” até o final do primeiro semestre do próximo ano e atingir o prazo máximo de  72 horas (três dias) para a liberação.
Novo conceito
Ontem a CEF explicou que a  redução do prazo de tramitação dos pedidos de financiamentos habitacionais depende fundamentalmente de dois aspectos, quais sejam, inovações no processo, ampliando a automação e informatização, e a  ampliação dos canais de atendimento.
Para atender essas duas necessidades o banco conta que está implantando um modelo de correspondente imobiliário, em fase  piloto de testes, que pretende ser um embrião do novo modelo operacional do banco.
A fase piloto está ocorrendo em oito estados, incluindo São Paulo. O modelo está em testes inicialmente em locais como construtoras, incorporadoras, imobiliárias  e lotéricas.
Normalmente para liberar um financiamento imobiliário a CEF recebe e analisa a documentação pessoal e de renda do proponente comprador, do vendedor e do imóvel e avalia  o imóvel dado como garantia do financiamento. O contrato  deve ser assinado por comprador e vendedor e registrado em cartório antes do dinheiro ser liberado.